quinta-feira, 29 de março de 2012

Das mudanças


Quando se fala em mudanças acaba-se sempre por originar duas atitudes opostas, ou se gosta e aplaude, ou se odeia e resiste. As mudanças por norma são inesperadas, sendo que a maior parte das vezes não queremos mudar, por receio, por preguiça, porque o nosso mundo gira de uma maneira e não convém nada girar de outra forma, nem que esta seja melhor que a anterior. Depois há quem clame por uma mudança, adore cada uma que aconteça, mas para esses a mesma rapidamente se esgota, pelo que afirmam que tal foi uma ilusão, que não houve uma verdadeira mudança, que é preciso algo mais forte então continuam sempre a tentar mudar, a tentar alterar o que está, mesmo quando tudo está mais do que alterado, ao ponto de voltarem tantas vezes ao ponto de partida e então afirmam terem realizado a maior das mudanças, a qual no entanto acaba por ser nada. A maioria, por força das circunstâncias, acaba por se tentar adaptar, mesmo vomitando impropérios pelo esforço que são obrigados a fazer, mas nem sempre conseguem, porque no fundo sentem que tudo está sempre em mudança e em modo instável, quando tudo está igual ao que sempre esteve, tal como eles próprios.

5 comentários:

GATA disse...

Eu confesso que temo mudanças, porque as ditas -na minha vida- foram sempre violentas. Não me agrada o 'ram-ram' mas prefiro estar sossegada que sobressaltada!

Utena disse...

Não se costuma dizer que nada muda mas que tudo se transforma?
Talvez por isso resistir a essa constante mutação do que somos e do que podemos fazer seja muitas vezes uma luta inglória

A Minha Essência disse...

Os chamados ciclos que estão e vão. Nem todos estão preparados para os ciclos que vão e vêem como ciclones a invadir a instabilidade. Nem todos estão preparados para lidar com as mudanças. Preferem o reme-reme... preferem estagnar. :S

hierra disse...

Há mudanças, e mudanças. Há aquelas de todos os dias tentas alterar, mas só ao fim de um tempo sabes que consegues e dp as outras de conteúdo, de forma de estar que só mesmo com o tempo. Eu ando sempre a querer mudar qualquer coisa, mas nem sempre mudo ou algo me muda...mas n gosto da sensação de imobilidade

S* disse...

Nunca estamos parados, logo mudamos sempre.