segunda-feira, 9 de abril de 2012

Do amor #3

O amor é algo que nos consome, algo que corrói e dilacera, o seu Ph é ácido, é básico mas nunca neutro, porque a neutralidade, o equilíbrio é coisa que está na posição literalmente oposta ao amor. O amor é o extremo, é o bom e o mau, a inspiração para tudo, a falta de vontade para nada, a resposta e a pergunta, o porquê de muitas coisas, a solução que se procura, o abismo para o qual se quer saltar, a montanha da qual se quer fugir. O amor é a luz, mas também a escuridão, mais sofrimento do que consolo, consolando no entanto o maior dos sofrimentos. O amor é o remédio, mas é também o veneno, algo que se busca para nunca se encontrar, algo que se encontra sem nunca buscar. O amor não é para todos, nem é para todos, existe em múltiplas formas, algumas nunca percebidas por quem observa do lado de fora, é uma raridade da qual sempre se fala, talvez a mais cantada e pensada, sem nunca ser razão ou ter barreiras, forma ou substância. O amor devia ser sempre sublime, devia ser sempre mistura de dois, uma realidade sentida com efeito, mas é mais uma ilusão, um pensamento do que outra coisa que se possa imaginar. O amor é algo que nos consome, algo que corrói e dilacera. Tantas dúvidas trás, tanas incertezas e inquietudes, tanto esforço feito para se concluir que por vezes o amor é apenas um desejo, algo rarefeito e volátil que tanto pode arder, como da mesma forma apagar toda a vida que há em nós.  

6 comentários:

GATA disse...

Citando a Tina Turner: "what's love got to do with it / what's love but a second hand emotion".

A Minha Essência disse...

Uma perspectiva de ver e viver o amor. Apesar de tudo, tenho uma perspectiva mais simpática dele. ;)

hierra disse...

Boa reflexão sobre o amor, sem dúvida, era capaz de assinar em baixo!

S* disse...

Para mim o amor é sempre um diamante em bruto, valioso.

Girl in the Clouds disse...

Quando há equílibrio, o amor acaba!!

Emis disse...

Adorei a forma como explicou a bipolaridade do amor!!!