segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tempo

A velocidade com que tudo muda parece ser algo impressionante, mesmo quando não existe nenhuma mudança em especial, somente um temporário ocaso, um lapso na corrente normal dos dias e da rotina, mas esse momento, essa arritmia microscópica, dura tempo suficiente se parar e ver o caminho que se seguiu, coisa que nem sempre se olha, porque não há tempo ou sequer consciência para perceber aquilo que está para trás, aquilo que se fez ou pelo que se passou. A tentativa não é por este meio perceber para onde se vai, porque isso raramente se descobre, apenas se suspeita, mas nunca a longo prazo, sempre na esquina do amanhã. Contudo olhar o passado é ver mais do que somos, é ver quem éramos, é ver o que mudámos, o que pioramos, melhoramos, o que mantemos como nosso, mas tudo isto não deixa de ser uma surpresa, isto aos olhos do passado, porque houve um tempo em que imaginávamos, sonhávamos, em que o futuro era tudo, a fonte de todas as dúvidas, de todos os anseios, porque queríamo-lo saber mas não conseguíamos ver, era a caixa de Pandora que queríamos abrir mas nunca conseguíamos. Hoje o futuro mantém o seu gosto de descoberta, mantém-se como fonte de boa parte dos anseios, mas o tempo também nos ensinou a dosear com mais sabedoria o tempo que há-de vir.

3 comentários:

A Minha Essência disse...

Para mim o tempo é tão relativo. No entanto, obrigando-me a contradizer-me do que acabo de escrever, assusta-me com a rapidez com que passa por nós. Isto quando paro e penso nele e em tudo que envolva o mesmo.

GATA disse...

O tempo é um FDP, quando olho para trás, assusto-me! E quando olho para a frente... não vejo nada... ou faço de conta que não vejo... (é só gente feia, por fora e -sobretudo!- por dentro!)

S* disse...

Gosto de pensar sobretudo no presente, deixando pouco tempo para pensar no que aí virá.