terça-feira, 8 de maio de 2012

Daquelas coisas #13


Até se pode saber umas quantas coisas, muitas até, podem não servir para nada, mas sabem-se, ficam gravadas algures na nossa cabeça sem nenhuma razão especial, mas ficam. Depois, um dia, são precisas, são necessárias, nem que seja para articular uma conversa, um argumento, pelo que a sua presença bem encaixada seria algo próximo de atingir a perfeição, alteraria o modo como nos vêem, o modo como nos avaliam e até certo ponto tudo o que somos perante os outros. Mas no momento em fazem falta esquecem-se, sabe-se apenas uma parte, uma ponta, sabe-se que existem mas não se discorrem por inteiro, enfiadas que estão em algum buraco sem fundo na nossa cabeça, protegidas por outras tantas ideias que na ocasião não são necessárias e então pergunta-se para que serve tanto saber, tantas memórias, tantos prefixos,  tanto lixo que se deixa acumular pensando que até poderá servir para alguma coisa, o qual evapora-se e desaparece deixando um rasto para que algo fique a martelar cá dentro. Nesse momento a questão será, para que serve saber tanto, ou pensar que se sabe tanto, para depois, quando é necessário não se conseguir aceder e usar essa mesma informação? Só mesmo para se ficar a perceber que as engrenagens carecem de óleo que nem sempre se tem!

3 comentários:

A Minha Essência disse...

Morremos sem nunca sabermos tudo! Tenhamos 20,50,60, 90 anos. Vamos juntando experiências, vamos juntando perspectivas e convicções mas, das tais experiências adquiridas. Porque eu, no dia que achar que tudo sei, aprendi e vivi, não estou já aqui neste mundo a fazer nada! ;)

S* disse...

Sem dúvida alguma. Não basta ter conhecimentos, há que saber aplicá-los.

GATA disse...

Isso do esquecimento é coisa da idade... :-)