quarta-feira, 23 de maio de 2012

"E se..."


Pensamos que muita coisa se resolveria na nossa vida se deixássemos de ser quem somos, se fossemos outra pessoa que não nós, alguém cuja dinâmica seria especial, assemelhar-se-ia à perfeição que vemos por vezes nos outros ou a acontecer noutro plano de existência que não aquele onde nos encontramos. É muito fácil pensar que poderíamos fazer certas coisas que fossemos de outra forma, funciona quase como uma desculpa perfeita para justificar tudo aquilo que não fazemos, tudo o que gostaríamos de ser e não somos, quando talvez devêssemos parar e pensar o porquê de não sermos, o porquê de não fazermos, o que fizemos para mudar isso, quais as dificuldades encontradas e o porquê de não as conseguirmos ultrapassar. Contudo esta forma racional de pensar pode funcionar para resolver alguns dos nossos defeitos, pode ajudar-nos em certas ocasiões mas mesmo assim há sempre aquela equação demasiado difícil de resolver, que leva tempo e tempo até se concluir, tanto mais quando matemática não é o nosso forte. Por outro lado no que toca àquilo que foge da razão a questão muda, tanto mais quando nos deparamos com situações inusitadas, momentos em que temos de decidir sem pensar, ou agimos sem pensar, cenários nunca antes vistos ou imaginados, onde depois, no tempo futuro, ponderamos e imaginamos outra solução, outro desfecho caindo assim novamente na ratoeira de colocarmos em causa o que somos e voltámos a ansiar o que não somos.

3 comentários:

GATA disse...

Eu tenho vindo a aprender a lidar com os meus defeitos, alguns até são engraçados (como ser distraída), outros... bem... adiante!

A Minha Essência disse...

Humm... quando se começa com muitos ses para aqui, ses para ali, às tantas, saímos do foco é deambulamos nos medos, nas incertezas... e depois, nada fazemos!

mac disse...

Achamos sempre que a vida seria mais fácil de não vivessemos dentro da nossa pele. Mas se vivessemos dentro de outra ela incomodaria-nos de igual forma. As pessoas são inconformistas da vida, acham sempre que tudo podia ser diferente mas nunca fazem nada para que isso mude, é sempre mais fácil imaginar o que seria "se".
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