quarta-feira, 20 de junho de 2012

Da vontade que se perde


De um momento para o outro mudamos, somos alterados por circunstâncias que desconhecemos, a frequência que sentimos altera-se, muda-se a amplitude e como consequência a vontade que se tinha para fazer certas coisas ou a alegria trazida somente por pensar naquilo que se vai fazer no futuro próximo, altera-se. Procura-se resistir, mas quando mais se debate mais se afunda, não se sabe o que pensar, como pensar, o que fazer, porque faltam as forças para tudo, o prazer que se tinha evaporou-se, quer-se continuar mas tudo no nosso interior parece enferrujar, sente-se uma dificuldade enorme em dar o mais pequeno passo, em efectivar qualquer decisão. O pior de tudo é que tal é contrário à natureza, ao clima, anunciando dúvidas, criando contradições, imobilizando-nos entre tantas e tantas miríades de possibilidades com as quais podemos apenas sonhar sem nunca nos sentirmos satisfeitos e com uma fome sempre a aumentar. E o antes, o que foi ontem, o que se sentia ontem, a vontade, a força, parece uma memória longínqua, uma lembrança que desejaríamos voltar a viver, sendo que para tal, o tempo terá de passar, porque não se consegue forçar aquilo que não sente e muito menos fazer aquilo que se necessita sem ter vontade para tal.

4 comentários:

S* disse...

Às vezes, quando estamos perto do sucesso, percebemos que o mesmo já não nos interessa.

Utena disse...

Mas isso não será quando não se sabe ao certo o que se procura?

GATA disse...

De um momento para o outro, mudamos... ou a vida obriga-nos a mudar!

Olívia Palito disse...

Tão certas e verdadeiras estas palavras... Como as entendo.
Pá, vou roubar-te o texto para postar lá no meu meu blogue, devidamente linkado, claro. ;]]

Abraço, meu amigo.