quarta-feira, 27 de junho de 2012

Daquelas coisas #15


Por vezes quase entendo meias-palavras, os olhares sugestivos, os gestos em código e até o que os outros pensam num determinado momento. Vejo-o, sinto-o, reparo em tudo isso numa fracção de segundo, em diversos cenários, em momentos oportunos e inoportunos, sem procurar tal, intuindo para depois concluir que essa mesma intuição bateu certo. Mas quando isso acontece eu nunca sou o objecto, nunca sou o alvo ou o receptor, apenas algum que capta essa transmissão qual espião que inadvertidamente escuta as comunicações alheias e assim inusitadamente toma consciência das mesmas em todo o seu esplendor como um mero espectador, porque da plateia consigo perceber aquilo que da mesma forma deveria perceber e entender quando sou o protagonista num qualquer palco onde pise, situação essa onde não vislumbro nem uma percepção correcta daquilo que parece ser tão natural para todos os outros.

2 comentários:

hierra disse...

O terrible é olho vivo, topa tudo lol

Olívia Palito disse...

Por vezes é tão perceptível ao observarmos e intuirmos o desenrolar das coisas na vida dos outros, mas quando o mesmo acontece na nossa, nem damos por elas por mais óbvias que estas sejam. (Falo por mim, claro).

Abraço, pá! :P