sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Da confiança

Não sou de confiar facilmente, tenho uma natureza desconfiada pelo que me faz muita confusão como há pessoas que são o meu oposto. É  certo que já sabe que cada um é como cada qual, mas no que toca à confiança creio são mais os que se deixam enganar do que os que não se deixam, ainda aqueles que gostam de dizer alto e bom som que nunca caem em nenhuma esparrela, são normalmente os primeiros a cair. Também é verdade que mesmo os que são ultra-desconfiados são vítimas do engano, porque como qualquer ser humano todos são passíveis de se enganar ou de cair no engano. Contudo no que toca a ouvir e acreditar nos poderes públicos, isto é, nos discursos de políticos e afins, faz-se muitíssima espécie que ainda aja quem acredite e se deixe enganar, quando, dada falta de qualidade de quem nos governa, já nem há rodeios ou floreados no que toca a esconder que mentem e ainda assim as pessoas acreditam, desligam-se do essencial para, tal como eles querem, discutirem o acessório ou não discutirem de todo e apenas repetirem frases de pouca qualidade e substância pelos mesmos proferidas como verdades mal amanhadas que supostamente justificam o que não é justificável. Sempre ouvi dizer que ser-se desconfiado não é grande qualidade que se apresente, mas nos dias que correm nem é preciso sê-lo porque o deboche é tanto que  acreditar no que quer que seja a esse respeito, é por si só o pior dos defeitos e praticamente um atestado à insanidade.

3 comentários:

GATA disse...

Eu sou desconfiada por natureza, e com os 'golpes' da vida tornei-me ainda mais...

Olívia Palito disse...

Ainda ontem tive uma conversa acerca deste assunto (dos pulhas dos políticos). :P :P

Utena disse...

Eu sou mais de confiar desconfiando!
Mas sim entendo ao que te referes.