segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Das obsessões


Existem obsessões que nos acompanham ao longo da vida, que nos definem e caracterizam, mas essas são talvez as mais pacíficas, porque acabam por se diluir naquilo que somos e embora estejam sempre presentes nalgum ponto mais específico, não nos atrapalham. Mas mais perigosas e viscerais são aquelas obsessões que nos ocorrem como algo de novo num dado momento, diminuindo os nossos horizontes e mudando os paradigmas da nossa existência num curto espaço de tempo, sem que haja tempo de adaptação ou digestão de tal ocorrência, sendo que muitas vezes estas pequenas obsessões inusitadas traduzem-se em grandes arrependimentos, porque quando acordamos das mesmas, depois da sua passagem, vemos o quanto nos desviámos do nosso caminho, daquilo que somos e voltar ao local onde estávamos é difícil, é penoso e por vezes até mesmo impossível, tudo por um capricho volúvel que nos parasitou sem que tivéssemos tido alguma força para lhe resistir ou tentar domar e escapar.

3 comentários:

GATA disse...

Como diria o meu querido Brett Anderson: "obsessions in my head / don't connect with my intellect"...

hierra disse...

E pensar-se-ia que para se ficar obcecado teria de se fazer um esforço grande e matutar naquilo mas não é como que uma doença que entra na pele mas dp n sai....

Utena disse...

As obsessões têm esse dom sim!
Entranham