sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Autoavaliação



Fazer uma autoavaliação, seja porque motivo for, é sempre um trabalho complexo, onde se procura um equilíbrio mas acaba-se sempre por obter um desequilíbrio por achar-se que se coloca tónica a mais ou a menos num ponto em concreto. Há quem diga que é fácil fazer uma autoavaliação, muito embora eu desconfie sempre um pouco dessas pessoas na medida que por vezes tal é sinónimo de alguém que se vê de um modo demasiado positivo, num mundo próprio onde não abundam nem a modéstia nem os espelhos. Por outro lado aqueles que acham que fazer uma autoavaliação é uma coisa demasiado difícil, quiçá impossível, também surtem em mim o mesmo efeito que os primeiros, porque se tal é assim tão difícil das duas uma, ou vivem sem noção de si próprios ou então traçam um quadro demasiado negro apenas para ouvirem umas palavras de ânimo, as quais são ditas por vezes mais com pena do que em relação a uma realidade concreta. Quanto a mim não digo que seja fácil, também que não seja difícil, mas que é antes complicado, isto porque como sujeitos interessados nem sempre conseguimos ver a nossa realidade na sua totalidade, falta-nos isenção e quando se tenta ter algum bom senso há sempre a sensação que algo escapou, que algo não é branco ou preto e de cinzento tem muito variantes, sendo que o resultado final parece sempre ser uma amostra de algo que sabemos que somos, mas dificilmente conseguimos explicar as razões numa ordem lógica e racional.

3 comentários:

GATA disse...

Não faço auto-avaliações, nunca dou notas positivas!

hierra disse...

:) ui conheço quem se avalie razoavelmente mas conheço tb o contrário, quem se acha o supra sumo da bondade, com todos os predicados mas depois é uma pessoa horrível...nesse caso, não acho que seja auto avaliação. Acho apenas que é, alucinação...

O meu reflexo disse...

Não gosto de auto avaliações! Alias não gosto de avaliações.