domingo, 9 de setembro de 2012

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O sentimento de solidão dilui-nos, obriga-nos a ir por caminhos que não são caminhos onde apenas nos perdemos para depois ser extremamente difícil voltarmo-nos a reencontrar. O passado mistura-se com o futuro, a realidade com os sonhos envolvendo-se tudo num misto sem definição possível, onde julgamos que podemos encontrar algo, reconfortarmo-nos com o abstracto do concreto, quando no fundo estamos apenas a enganar-nos, persistindo naquilo que nos afasta de tudo e sobretudo de nós próprios, daquilo que somos ou queremos ser, perdendo tempo para no final voltarmos sempre ao ponto de partida, do qual nunca saímos e, carregados que estamos pela nuvem densa da solidão, possivelmente nunca vamos sair, porque as suas brumas tudo cegam e o seu ar asfixia mas ao mesmo tempo contagia e vicia, pelo que restará a única questão, se podemos ou não sair, vencer ou perder dessa maré que nos colhe.

5 comentários:

S* disse...

Talvez seja mais simples deixar que a maré nos guie.

hierra disse...

a solidão consegue ser assustadora ou apenas reconfortante depende muito do momento!

GATA disse...

A solidão mata-nos lentamente...

A Minha Essência disse...

Arrisca-se, e logo se vê. ;)

D. disse...

Deixar ir....