sexta-feira, 12 de outubro de 2012

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Num dia aparece algo que resume tudo e acaba por se tornar tudo sem dar folga a outras coisas que poderiam concorrer de igual para igual. Num dia aparece o uno que submete o múltiplo, aglutina-o não dando margem para que nada do mesmo escape, se desenvolva ou crie novos elementos. Mas assim como num tal acontece, num qualquer dia seguinte o mesmo vai-se desvanecendo, talvez por não encontrar a força em se manter, talvez por se ir desintegrando devido ao seu próprio peso, à sua própria densidade que é imensa mas está longe de ser eterna, até chegar ao dia em que tal não passa de uma leve poeira, uma névoa composta por pequenas partículas que, ao colidirem umas com as outras, provocam pequenas e esparsas faíscas que servem apenas para nos lembrar do passado desse grande acontecimento que foi a aglutinação de tudo num único elemento, cuja memória se mantém em areias que normalmente levam ao esquecimento.

2 comentários:

Utena disse...

O melhor mesmo é aproveitar o momento.
O resto leva o vento

S* disse...

A vida está sempre a dar voltas...