terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tempo que se tem e não tem



Em muitas ocasiões queixamo-nos que não temos tempo. Não temos tempo para fazer o que gostamos, o que gostaríamos de fazer ou o que não podemos fazer. Não temos tempo para perder, tempo a perder, muito embora acabemos sempre por perder parte do mesmo. Não temos tempo quando queremos duplica-lo, estica-lo, faze-lo render porque todo ele é precioso e difícil de gerir, de guardar, de garantir. Não temos tempo quando sonhamos em ter tempo, quando elaboramos planos para quando teremos tempo, sendo que estes últimos serão mais vigorosos e desajustados da realidade consoante o pouco tempo que temos para gastar.
Em outras ocasiões temos tempo. Tempo em demasia, que custa a passar, que cai a conta-gotas, o qual se desperdiça no próprio tempo que temos. Tempo em demasia que não temos onde gastar, que leva desespero de ter tanto e não saber onde usar, de esperar por quando vier o tempo em que o tempo puder ser utilizado. Tempo em demasiada que usamos para sonhar com não ter tempo, com estar ocupados, com tudo aquilo que podemos vir a fazer para ocupa-lo mas que sabemos nunca poder concretizar. Tempo em demasia que perdemos e gastamos, que nos faz perder e gastar a nós próprios, por ter tanto mas nada ter de facto.

1 comentário:

S* disse...

Devemos viver mais o presente.