segunda-feira, 26 de novembro de 2012

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Algum sabemos que será o dia para dizer basta! Algum dia será, ou pelo menos assim pensamos, assim queremos pensar, como uma promessa que fazemos aos outros, a nós próprios, temendo-a, mas usando-a como arma de arremesso de modo causar o receio alheio, de modo a enganar quem possa acreditar, de modo a que nós também nos possamos enganar. Desejamos que esse dia chegue, mas ao mesmo tempo evitamo-lo a tudo o custo, não sabemos quando será, mas também não queremos saber se algum dia será, bastando a hipótese,  a sugestão, a ameaça para que, por si só, algo se faça, algo aconteça, no interior, no exterior. Contudo, quando algo começa a soar como um disco riscado, o dia em que será ou eclipsa-se por demonstrar nunca ser ou simplesmente é adiantado para o momento seguinte com uma acção levada a cabo pelo calor do momento, pela urgência de traduzir a teoria à prática, redundando quase sempre numa loucura sem nexo, numa consequência inaudita, para depois ficar demonstrado que um basta! não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para um tempo em que o remorso e o arrependimento acabam por ser a estrada pela qual trilhamos caminho.

3 comentários:

GATA disse...

Já disse "basta!" várias vezes, ao longo da vida. Mas há um "basta!" que digo várias vezes e não se concretiza, é o "basta!" aos problemas... deve ser o meu karma! :-(

A Minha Essência disse...

O tal basta, é sinal que estamos no limite de algo. Não é bom, mas também mostra que não estamos numa inércia constante.

S* disse...

Costumamos tolerar demasiado.