quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diferenças entre homens e mulheres #12

Há homens com "testículos"!
Em contraponto há mulheres com "ovários"!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Daquelas coisas que se repetem


As frases, conversas, conselhos que se dizem para levantar o ânimo de alguém são sempre as mesmas, têm todas a mesma tónica, a mesma melodia e frequência, são ditas por quem quer ajudar mas nem sempre sabe como. Talvez por isso não têm qualquer magia, não têm qualquer efeito, a não ser talvez para quem as profere, porque para quem as escuta soam a mais do mesmo, a essa esperança que os outros querem tentar incendiar em nós, mesmo quando já nem combustível temos para esse efeito. Todas essas palavras são gastas, são um repisar do que já sabemos mas não sentimos, porque podemos conseguir ouvir, mas dificilmente sentir apenas pelo escutar, o conforto é algo que virá somente com o tempo, ou não virá nunca, pelo que o que nos dizem apenas serve para perceber que alguém se preocupa, mas isso por si só não chega, até porque há silêncios, olhares e gestos muito mais reconfortantes do que qualquer verbo que se usa como um protocolo que se quer quente mas soa a frio devido ao facto de, mesmo que se mudem as combinações, soar sempre à repetição do mesmo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nota mental sobre as mulheres


As mulheres estão sempre a dizer que querem que os homens sejam verdadeiros, que sejam sinceros, honestos, porque há um certo estereótipo  que afirma que os homens são por natureza mentirosos (muito embora isso seja sempre relativo e discutível, mas adiante). O certo é que há apenas uma ocasião em que os homens têm de mentir às mulheres, ou pelo menos deviam, mesmo que sobre tortura, coerção ou algum tipo de ameaça, e tal diz respeito tão só ao peso e figura das mesmas, porque nesse momento, nesse único momento, em que uma mulher nos faz a pergunta sobre o respectivo corpo, é preciso reflectir com sapiência, é preciso ponderar com alguma argúcia, não vá a resposta ser o que realmente se pensa, o que se vê no caso de se ver e pensar que algo podia estar em melhor estado ou não está no estado que a mesma pensava estar. E a coisa normalmente corre mal quando se responde sem pensar muito e depois, bem depois é o cair dos raios e coriscos, são tempestades dantescas, furacões, ciclones ou então um daqueles silêncios como só um olhar de ódio pode transmitir, porque tal pergunta não é uma pergunta ingénua, é sim uma armadilha muito bem montada, montada para nos apanhar na curva e mais depressa somos apanhados quanto mais verdadeiros formos, tanto em termos de palavra como em termos de expressão. Por isso a sinceridade aprova-se e recomenda-se em todos os casos, menos neste!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Desafio fotográfico


A "minha essência" atribui-me um sêlo e propôs-me um desafio, o qual agradeço desde já, versando sobre a temática da fotografia ao qual respondo:

1) Dizer de onde começou o desafio e quem vos passou.
Quem me passou o desafio foi a Essência, agora quem o começou não faço ideia!|
2) Dizer se gostam ou não de fotografia.
Gosto de fotografia mas não sou um aficionado. Gosto em particular de fotos históricas, paisagens, não sou muito apreciador de fotos com pessoas, a não ser que as mesmas sejam tiradas em moldes artísticos ou então aquelas que espelham um sentimento ou contam uma história só com uma imagem.
3) Se sim, dizer o porquê e o que mais vos fascina no mundo da fotografia.
Como disse anteriormente o facto de uma imagem valer mais do que mil palavras, a expressão que capta, a luz, o ambiente ou até o sentimento que é expresso.
4) Postar uma foto de alguma situação ou sítio que vos tenha realmente marcado.

 
Trata-se de uma foto histórica e com história, muito famosa por sinal, tirada durante a Guerra Civil de Espanha por Robert Capa. O que me fascina nesta foto é o facto de mostrar o quanto a vida é efémera, frágil, como tudo se pode extinguir num único momento, num único segundo fatal, mas ao mesmo tempo a figura carrega em si uma enorme nobreza, até mesmo um certo ar de tranquilidade, morrendo por uma causa, por uma ideia, coisa que nos dias que correm já pouco existe entre a maioria e parece de alguma forma esquecida. De acrescentar ainda o quanto a guerra pode ser estúpida, cruel, escolhendo ao acaso mas aumentando as probabilidades de todo o mal acontecer a qualquer um, tanto aos que morrem na primeira linha e morrem, como aos outros que sobrevivem.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

"E se..."


Pensamos que muita coisa se resolveria na nossa vida se deixássemos de ser quem somos, se fossemos outra pessoa que não nós, alguém cuja dinâmica seria especial, assemelhar-se-ia à perfeição que vemos por vezes nos outros ou a acontecer noutro plano de existência que não aquele onde nos encontramos. É muito fácil pensar que poderíamos fazer certas coisas que fossemos de outra forma, funciona quase como uma desculpa perfeita para justificar tudo aquilo que não fazemos, tudo o que gostaríamos de ser e não somos, quando talvez devêssemos parar e pensar o porquê de não sermos, o porquê de não fazermos, o que fizemos para mudar isso, quais as dificuldades encontradas e o porquê de não as conseguirmos ultrapassar. Contudo esta forma racional de pensar pode funcionar para resolver alguns dos nossos defeitos, pode ajudar-nos em certas ocasiões mas mesmo assim há sempre aquela equação demasiado difícil de resolver, que leva tempo e tempo até se concluir, tanto mais quando matemática não é o nosso forte. Por outro lado no que toca àquilo que foge da razão a questão muda, tanto mais quando nos deparamos com situações inusitadas, momentos em que temos de decidir sem pensar, ou agimos sem pensar, cenários nunca antes vistos ou imaginados, onde depois, no tempo futuro, ponderamos e imaginamos outra solução, outro desfecho caindo assim novamente na ratoeira de colocarmos em causa o que somos e voltámos a ansiar o que não somos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Leilão


Muitas vezes vendemos, damos ou deitamos fora aquilo que não queremos, aquilo que não nos serve mais, aquilo que achamos que não vai servir e está a ocupar espaço ou aquilo que não sabemos para que serve ou que julgamos ter a mais. Assim acontece com as coisas materiais, como também com algumas imateriais, como é o caso dos nossos direitos e da nossa liberdade. Somos livres mas nem sempre temos consciência disso, temos direitos mas não os sabemos usar, talvez porque nunca fomos pressionados, nunca vivemos com opressão e desse modo damos de mão beijada tudo aquilo que nem sabemos que temos, como quem vende uma relíquia cheia de pó que encontrou no sótão por dois tostões a um coleccionador, o qual, conhecendo o seu verdadeiro valor vende por milhões, sendo que depois ficamos abismados, sentimo-nos ultrajados, enganados, simplesmente porque olhamos sem fazer a respectiva pesquisa para saber que estávamos a ser enganados. Na vida cívica muito acontece da mesma forma, abrimos mão de coisas de valor superior porque enquanto as temos não lhe sentimos a falta, não reparamos nas mesmas, mas uma vez que as mesmas ficam fora do nosso horizonte gritamos pelos mesmas, sentimos a sua falta e caímos na disposição de ficarmos deprimidos por nunca as reaver ou na raiva que nos leva a lutar para desfazer um negócio onde metade da culpa é nossa e a outra metade de quem, astucioso, nos conseguiu fazer acreditar que aquilo que tínhamos não nos fazia falta e seria muito melhor aproveitada em mãos que não as nossas.