quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vacances


Dado que este mês de Julho se avizinha solarengo e ventoso vou de férias só para meter nojo e certamente para fazer uma exfoliação de pele com as rabanadas de areia que vou levar na tromba! Mas pronto, mal ou bem ainda bem que ninguém conseguiu privatizar o clima senão é que havia de ser bonito!
E como sou dado à ecologia na óptica do utilizador, se vir algum político a banhar-se no oceano vou imediatamente afoga-lo porque não suporto ver o mar poluído!
Posto isto, adeus até ao meu regresso!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Daquilo que somos


Temos a tendência de pensar que somos de uma maneira e raras vezes somos de outra, essa outra que nos surpreende, que usamos sem pensar ao ponto de olharmo-nos ao espelho e não nos reconhecermos. Temos apenas uma noção do que somos, de como vamos reagir a determinada coisa, mas tal não é uma verdade absoluta porque de absoluto não temos nada, e apesar de noventa e nove por cento das vezes sermos quem somos sobra sempre um por cento para nos surpreender, sendo que tal percentagem pode variar consoante a pessoa. No fundo o que somos é uma ideia, uma ideia que temos de nós próprios, ideia essa discutível, variável e indeterminada. Somos aquilo que somos no momento próprio, no passado do que aconteceu, mas dificilmente podemos afirmar o que vamos ser no futuro que dista de nós apenas por meros milésimos de segundo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Do sonhar


Durante a nossa infância e adolescência sonhamos, quero crer que sonhamos mais do que em qualquer outra ocasião da nossa vida, porque esse é o tempo de sonhar, é o tempo da expectativa, é o tempo de preparar o caminho sem nunca saber onde o mesmo vai levar. Depois, na idade adulta é tempo de concretizar, de fazer, de efectivar tudo aquilo que sonhámos, alterando, limando, adaptando o sonho à realidade, mas tantas vezes acabamos por desbastar demais os mesmos, sobrando só uma realidade que, embora se possa aproximar do que queríamos ou mesmo o que queríamos, já não tem qualquer sinal metafísico de sonho, já não tem sentimento, não tem aquela aura que só por si valia pelo todo. Procuramos então voltar a sonhar, mas desta feita é mais difícil, porque encaramos a realidade tal como ela é, com muito menos expectativas, com muito mais pessimismo e sobretudo realismo, pelo que os sonhos, por mais que nos esforcemos, não nos conseguem embalar como dantes, acabando ao invés de algo positivo para nós por se tornarem em substâncias amargas dado que agora sabemos os nossos limites e a existência está enquadrada em paredes, não abrindo o sonho a amplitude que antes conseguíamos vislumbrar.