sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Das conspirações

Há quem acredite e há quem não acredite, mas o certo é que as conspirações, reais ou imaginárias são transversais à própria civilização humana, seja como realidades concretas ou como teorias inventadas e actualmente, nesta idade contemporânea onde vivemos as mesmas vivem e prosperam, mesmo entre quem não acredite, fazendo parte da cultura como algo concreto, da "mitologia" e folclore dos tempos modernos. As conspirações são terreno fértil para discussões entre os que tudo explicam afirmando a existência das mesmas e aqueles que todas por igual negam, sobrando pelo meio a verdade, a realidade que se tornou demasiado obscura para ter outra explicação que não essa, mas o certo é que é também uma forma de justificar de forma simplista algo que aconteceu ou acontece, ainda que em muitos casos os próprios que conspiram usem a palavra "conspiração" para lançar a chacota àqueles que os acusam de tal acção, sendo que o resultado final é sempre a dúvida ou então a pura negação da existência. Não creio que acreditar em conspirações seja coisa de tolo, mas creio que acreditar que tudo é uma conspiração ou negar que as mesmas existam já o seja, separar o trigo do joio é complicado, é difícil porque ambos os lados, os que são contra ou a favor lançam essa nuvem cinzenta da dúvida, sendo que acreditar em algo é, por si só, sempre difícil e por vezes a explicação que parece mais acertada é aquela em que não queremos acreditar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Daquelas coisas #17



É muitas vezes fácil dizer que quando se tem um sonho é preciso lutar pelo mesmo de modo a conquista-lo e que o facto de alguém o atingir deve-se a esse mesmo esforço e há existência do sonho por si só. Fácil no sentido de que falar é sempre fácil, mas o facto de se ter um sonho e lutar-se pelo mesmo nem sempre redunda em sucesso, quiçá na maioria das vezes redunda em fracasso, ou porque o mesmo é desmesurado ou porque simplesmente a par do esforço a partícula da sorte não abunda. Curiosamente sempre que alguém realiza um sonho atribui o seu sucesso ao esforço que fez pelo mesmo, mas mais ainda ao facto de sempre tê-lo tido evidenciando uma espécie de visão profética como que se estivesse traçado o seu destino, esquecendo no entanto que outros factores importam, factores nem sempre visíveis e concretos, de tal maneira que são de difícil definição e talvez por isso a fórmula antes descrita não se possa aplicar a toda a gente por igual.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Diferenças entre homens e mulheres #13


Os homens pensam sobre sexo.
As mulheres pensam sobre sexo.
Os homens pensam muito sobre sexo e manifestam-no sempre que têm oportunidade.
As mulheres pensam sobre sexo e raramente o manifestam.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Das obsessões


Existem obsessões que nos acompanham ao longo da vida, que nos definem e caracterizam, mas essas são talvez as mais pacíficas, porque acabam por se diluir naquilo que somos e embora estejam sempre presentes nalgum ponto mais específico, não nos atrapalham. Mas mais perigosas e viscerais são aquelas obsessões que nos ocorrem como algo de novo num dado momento, diminuindo os nossos horizontes e mudando os paradigmas da nossa existência num curto espaço de tempo, sem que haja tempo de adaptação ou digestão de tal ocorrência, sendo que muitas vezes estas pequenas obsessões inusitadas traduzem-se em grandes arrependimentos, porque quando acordamos das mesmas, depois da sua passagem, vemos o quanto nos desviámos do nosso caminho, daquilo que somos e voltar ao local onde estávamos é difícil, é penoso e por vezes até mesmo impossível, tudo por um capricho volúvel que nos parasitou sem que tivéssemos tido alguma força para lhe resistir ou tentar domar e escapar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Simples e complicado


As coisas simples deveriam permanecer desse mesmo modo, simples, mas derivado a diversos infortúnios muitas vezes sofrem mutações transformando-se então no seu oposto. Da mesma forma aquilo que nasce como complicado torna-se tantas vezes em algo mais simples do que alguma vez poderíamos supor. Creio que tudo depende da coisa em si, mas sobretudo do momento em que a observamos e tecemos ideias sobre a mesma, ao que soma ainda a vontade e paciência de querer ou não alterar a sua natureza específica.