terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Do amor #4



Acredito que o amor seja algo que se manifesta de alguma forma na existência de todos, contudo tal acontece de forma desigual, com diferentes intensidades, amplitudes e frequências, evoluindo ou decaindo de acordo com o que cada qual é, como se a mesma coisa revestisse uma diferente capa conforme a personalidade e a vivência de cada um. Talvez por isso muitos se confundem, experimentando sensações ou a ausência das mesmas tendo por base algo mais ligado à cultura do que a eles próprios, por não percebem nem conseguem interpretar aquilo o que sentem, o que dá origem a tantos equívocos. Mas mesmo assim ao longo da vida verifica-se que essa coisa a que chamamos de amor pode também ser muitas coisas em nós próprios, isto é, aquilo que sentimos como amor pode-se manifestar de diferentes formas, dependendo da situação, do cenário, do objecto em causa, da nossa experiência e do nosso momento em particular. Certo é que, a título de exemplo, quem experimenta a sensação de estar apaixonado na adolescência das duas uma, ou olha para trás percebendo o quando se tinha enganado ou percebe que nunca mais sentiu algo assim, acabando isso por se tornar o padrão, a base pela qual se procura e tantas vezes nunca se volta a encontrar. Daí talvez existir tanta coisa escrita sobre essa coisa misteriosa que é o amor e decerto tanto ainda se vai escrever, para nunca se chegar a uma conclusão capaz, porque na vida, tal como no amor, não há verdades absolutas.

3 comentários:

GATA disse...

Muitas pessoas confundem o amor com a paixão, a atracção, o entusiasmo, mas - e citando a Margarida Rebelo Pinto - "o amor é outra coisa"... (e agora vou autoflagelar-me por ter referido a MRP!)

S* disse...

O amor nem sempre é claro, por vezes até nos engana.

A Minha Essência disse...

Risos... gostei do () da Gata! ;)

O amor, é tudo aquilo que somos, sentimos e, queremos!