quinta-feira, 7 de março de 2013

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Nem podia ser de outro modo e mesmo que fosse não seria, tal como sempre acontece, tal como sempre sucede. Se não é por uma razão é pela outra, sendo que a única coisa certa é a armadilha onde nos encontramos, aquela que está sempre presente, mesmo que deixe passar raios de luz, mesmo que a deixar ver o céu aberto, nunca deixa de ser a nossa realidade, porque a esperança serve apenas para nos agrilhoar de forma mais severa e apertada quando parece nos libertar, quando parece dar-nos asas para voar e motivos para sorrir. Mas é apenas um curto momento, uma fracção de segundo, o tempo suficiente para entendermos que já vamos tarde, que não chegamos a chegar, que faltou simplesmente a sorte para mudar um paradigma que teima em não mudar.

3 comentários:

A Minha Essência disse...

Recomeçasse novamente então. Desistir é que não!

S* disse...

Um desconsolo.

GATA disse...

José Saramago escreveu, em "A Viagem do Elefante", que "sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam"... Não sei se é verdade, mas gostaria de acreditar que sim...