quarta-feira, 20 de março de 2013

Dos enganos


Diversas vezes, senão muitas, somos enganados. Os motivos são vários da mesma forma que os autores e as razões que conduzem ao engano. Sejamos nós, sejam os outros, com noção, sem noção, qualquer das formas podem traduzir-se num engano quando acreditamos, quando nos fazem acreditar em algo para depois nos tiraram o tapete debaixo dos pés. No entanto a maior parte dos enganos acontece em relação aos outros e na nossa relação com os outros, se bem que cabe também a nós decidir à partida se nos vamos ou não deixar enganar, ainda que por vezes seja impossível cair nesse tipo de pensamento onde a desconfiança pode muito bem transformar-se em pura paranoia. Em oposição a isto, fácil é colocarmos a culpa nos outros, mesmo quando todos os sinais estão à vista mas não os conseguimos ver ou destrinçar, talvez porque não queremos ver ou porque nos recusamos até a olhar. Causas para os enganos podem ser muitas da mesma forma que o próprio engano pode conduzir a outro engano e assim sucessivamente, num espiral que acaba por norma sempre mal. Indiferentemente do tipo de engano, da culpa pelo mesmo, aquilo que nos distingue uns dos outros não é o cometermos mais ou menos enganos mas sim a forma como acabamos por lidar com os mesmo, porque aí reside o âmago da questão mais do que qualquer outra coisa.

4 comentários:

hierra disse...

É muito importante fazer-se uma auto-analise, mas por mais que uma pessoa se penitencie, nem sempre a culpa é nossa, às vezes as pessoas são ardilosas e enganadoras

Utena disse...

E depois tens aquelas vezes que sabemos estar a ser enganados mas não queremos ver

S* disse...

Lido muito mal com o facto de descobrir que me enganaram.

GATA disse...

Subscrevo as palavras - e os sentimentos implícitos - da S*.