quarta-feira, 8 de maio de 2013

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Quando todos os sonhos acabam por ter um sabor amargo, pergunta-se o porquê. O porquê de sonhar. O porquê de acreditar, porque azedo já se está e a única coisa que se sabe construir são castelos de areia, sem fundações necessárias para aguentar, sem resistência suficiente para se manterem e ainda que se pense que desta vez vai ser diferente a história volta a repetir-se sem dar tréguas, acabando tudo por voltar ao ponto de partida, ao início do qual nunca se saiu e suspeita-se que daí nunca se sairá. Talvez por isso sonhar seja perigoso e é preciso cuidado com o que se pede, porque nada acontece como pensamos e ao querer tingir uma ideia acabamos por encontrar apenas uma mancha. Deste modo tantas vezes parece que de pouco valerá sonhar, não valerá a pena acreditar, porque a corrida está perdida à partida, mais vale faze-la ao contrário ao invés de se fazer um último esforço apenas para se falhar a meta.

3 comentários:

Sairaf disse...

Eu dou-te a mão, e juntos podemos cortar a meta, ainda que com grande sacrifício, em conjunto tudo custa menos, muito menos.
Abraço doce e espero que tenhas melhores sonhos!!
Sairaf

GATA disse...

Por essas e outra deixei de sonhar... acordada! Porque a dormir, é um fartote, mas de pesadelos!

Utena disse...

Eu sou a favor dos sonhos!
De lutar para os concretizar!