segunda-feira, 27 de maio de 2013

Da soberba


Durante milénios acreditou-se piamente que os traços, personalidade e valores passavam pelo sangue, de pai/mãe para os filhos. De facto, a genética veio comprovar isso cientificamente ainda com reservas na medida abriu porta à explicação do porquê de certos descentes nada terem a ver com os ascendentes, tudo devido à recombinação genética que pode fazer com que adquiramos uma herança proveniente de algum quadrante obscuro da família que ninguém conhece ou já está esquecido, sem esquecer a novidade que tal "programação" pode criar pela continua mistura produzida. No entanto, fora isso, sabe-se que muito daquilo que somos não provém somente do que nasce connosco, mas sim do que nos é passado pela via da educação e da experiência de vida e até há quem afirme que isso grosso modo é que nos define verdadeiramente. Mas curiosamente há ainda quem acredite o contrário, que o facto de ter um familiar tal, mesmo que no passado longínquo, é garante para que essa mesma pessoa se possa considerar a si própria acima dos outros, facto que lhe permite olhar os restantes de cima para baixo, de ser completamente mal-educada, justificando esse tipo de atitudes por ser quem é, da família tal e a ninguém ter desse modo de prestar contas. O caso torna-se ainda mais paradigmático quando essas mesmas pessoas, com essa atitude e modo de estar, não têm onde cair mortas e à falta de bens materiais, justificam-se pela sua soberba, pela sua ascendência luminosa, razão para tudo fazem e dizem, mesmo que mal tenham para comer, justificados que estão pela aparência ou pelo o suposto garante que a manutenção de aparências trás aos seus olhos. Isto porque realmente os genes podem transportar a soberba, a estupidez e a altivez de facto, mas o dinheiro e a riqueza não, o que não deixa de ser uma grande chatice!

1 comentário:

GATA disse...

Ui, os meus antepassados... eram 'súbditos' da Cleopatra! :-)