terça-feira, 7 de maio de 2013

Da vontade #3


A vontade não nasce das nossas palavras e muito menos dos nossos planos. A vontade é na  maior parte das vezes refém de nós próprios, da nossa falta de vontade, da nossa preguiça ou da simples acção de não consumar qualquer acção. A vontade é presa, é amordaçada, é metida para dentro e silenciada por receio, porque não se deve ou porque se no momento certo irrompesse aliviar-nos-ia por segundos mas prejudicar-nos-ia para o resto da vida. A vontade gosta de se fazer de vítima mas somos nós a sua maior vítima, seja pela sua expressão ou reclusão. A vontade somos nós sem sermos nós, é o maior que temos e menor que conseguimos ter, é algo pelo qual se anseia como se tivesse vida própria. A vontade é essa contradição que depende de nós sem de nós depender. 

1 comentário:

GATA disse...

A minha vontade, neste momento, era mandar tudo à m***a... mas não posso, logo é melhor respirar fundo e contar cal-ma-men-te até 10, mas ao contrário e em alemão!