quinta-feira, 23 de maio de 2013

O tempo presente


Os relógios são fáceis de acertar, seja atrasando ou adiantando os ponteiros. Já em nós próprios é muito difícil encontrar esse acerto, ou pensamos demasiado no passado ou demasiado no futuro. De um modo perdemo-nos na nostalgia do que foi, do que se fez e não se fez, do outro sofre-se por antecipação, por aquilo que queremos ou gostaríamos de fazer/viver. E com isto andamos sempre fora de hora, fora do presente, descompassados, a atrasar e a adiantar, sendo que raras vezes encontramo-nos no momento certo, onde o tudo se resume tão somente ao momento que se vive e respira e não a outro que já se viveu ou viverá. Fosse fácil viver no tempo presente todos viveriam, mas mais fácil é parte de nós perder-se noutro tempo relegando para segundo plano o momento onde se está, porque de um modo ou de outro o presente é sempre passageiro, enquanto aquilo que foi ou virá mais facilmente fica presente no nosso pensamento. 

3 comentários:

GATA disse...

Pensar, apenas penso no passado, porque já passou, já vivi. No futuro, não posso pensar, quanto muito posso imaginar... mas é melhor estar 'sogadita, que uma vez imaginei o futuro... mas não houve futuro, existe apenas passado que ainda dói no presente.

hierra disse...

:) eu acho que esta coisa de vivermos não se rege por relógios nem compassos, e quem achar o contrário , sujeita-se a imensas frustrações!

S* disse...

Perdemos demasiado tempo a pensar no tempo ideal.