segunda-feira, 3 de junho de 2013

Do amor #6


O amor não deixa de ser algo contra-natura. Não é algo natural, ainda que muitos afirmem que seja. Não precisamos do amor para sobreviver e propagar a espécie, no entanto pode-se dizer que com amor é melhor tanto num campo como no outro. Mas ao fim ao cabo não nos falta enquanto criaturas biológicas que somos, enquanto os animais que somos embora teimemos em dizer que somos algo mais. Depois o amor pode dar muitas voltas, pode ter muitos efeitos, provocando as maiores alegrias ao mesmo tempo que também pode provocar as piores infelicidades, sem contar com a angústia que muitos sentem por não o sentir ou as incertezas que o mesmo provoca mais do que certezas. Ainda assim, por mais que possamos fazer este exercício mental, de negar a utilidade do amor, sabemos e sentimos a sua importância, seja útil ou não, faça-nos mal ou bem, ele ultrapassa tudo e pode provocar tudo. Tantas vezes queremos nega-lo, mas o que queríamos mesmo era senti-lo em toda a sua plenitude, sendo que tal só pode ser conseguido num alinhamento perfeito e singular, mas no universo tais acontecimentos são raros, ainda que prováveis, bastando para tal estar no sítio certo à hora certa, o que, para alguns, raramente acontece, embora todos os outros acreditem que aconteça porque para eles o amor é a coisa mais natural do mundo e por isso terá sempre de acontecer, resta saber se acontecerá realmente ou nos moldes em que é imaginado ou sonhado.

3 comentários:

GATA disse...

Não acredito no amor, mas eu sou uma descrente convicta.

hierra disse...

Queria fazer um comentário inteligente, mas nada de interessante me apraz dizer que não tenha sido dito...o amor, o amor que faz correr rios de tinta!

A Minha Essência disse...

É mais um mistério como tantos outros que deambulam por ai...