terça-feira, 11 de junho de 2013

Do que fazemos #2


Existem coisas que gostaríamos de fazer. Mas existem razões para não as fazermos. Razões essas que nos são intrínsecas, mas tal não implica que por vezes não tentamos combater as barreiras que nos impedem de o fazer. Entre a vontade e o fazer há uma grande distância, distância essa que aos olhos dos outros parece pequena, mas para nós parece enorme e por muita vontade que possa haver para a superar, o certo é que nem sempre tentamos faze-lo, simplesmente porque tal seria deixarmos de ser quem somos e sobretudo o que somos, muito embora há sempre quem diga que tudo pode ser ultrapassado, inclusive a nossa própria natureza, mas quem afirma tal sobre algo concreto é sempre alguém que não precisa de ultrapassar distâncias, é sempre alguém para quem o difícil e até o impossível é feito com a maior das facilidades, sendo que aos seus olhos tudo o que vêem é simplicidade e naturalidade, situação que não ocorre em nós, sendo que o único ponto positivo é que, dado o esforço maior que temos de fazer, maior será também a recompensa ou o valor que podemos ganhar. Contudo nem sempre abraçamos o que para nós é impossível ou difícil, por muita vontade e perseverança que se coloque no assunto, porque tal nem sempre significa que podemos sair vencedores e talvez seja por isso que tantas vezes não o fazemos, não pelo medo de perder, mas sim pelo medo de desperdiçar o esforço no que está para lá daquilo que somos ou do que podemos ser.

1 comentário:

GATA disse...

"Existem coisas que gostaríamos de fazer. Mas existem razões para não as fazermos."... Porque, p.e., se eu fizesse alguma coisa que gostaria de fazer, depois irias visitar-me à prisão! :-)