quinta-feira, 4 de julho de 2013

Do Portas


Muita gente ficou espantada, abismada até pela saída do Paulo Portas do governo. Os principais comentadores são unânimes em dizerem que não percebem a razão de tal acontecimento, não esperavam tal coisa da parte da respectiva pessoa.
Eu no entanto não vejo qual e a razão de tanto espanto, afinal de contas Portas só revela aquilo que é, que sempre foi e se alguém não o conseguia ver era somente por pura negação. Paulo Portas é o manhoso que sempre foi, um menino mimado da mamã, que se gosta de cercar de uma e só uma coisa, protagonismo. Birras é com o Paulo Portas e por certo já todos se esqueceram que quando o seu partido levou uma valente talhada nas eleições em que ganhou Sócrates pela primeira vez, o menino chorou, derramou lágrimas, por certo não terá percebido a razão e entrou em depressão. Mas depois tratou-se, voltou e correu com quem lhe tinha ocupado o lugar sem vergonha ou hesitações e voltou a tomar conta do seu partido, afinal o PP é Paulo Portas e Paulo Portas é o PP ou pelo menos é isso que passa subliminarmente e só não vê quem não quer ver. Depois chegou novamente ao poder, achou-se novamente nos píncaros, mas há quem diga que ficou com problemas de consciência, como se um político tivesse tal coisa, então logo uma raposa como ele. Portas quer poder, quer protagonismo, quer parecer ser uma coisa  e é outra mas acredita piamente que é essa outra coisa que não é, nem nunca chegará a ser e depois admira-se quem o olha e não percebe, como se alguém que sempre viveu de uma forma travestida, que sempre foi um menino mimado e teve sempre tudo de mão beijada não viesse agora fazer uma birra para mostrar que se opõe a uma coisa hoje, mas da qual ainda ontem era e defendia e tudo para mostrar tão simplesmente que é o verdadeiro homos politicus, sem vergonha, ética ou moral de qualquer espécie.

1 comentário:

GATA disse...

Eu fiquei espantada, mas foi com a escolha do dia! Eu sou importante e não sabia! :-)