quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Do amor #7

O amor. Tanto se fala do amor, mas pouco se descobre sobre o mesmo. Tecem-se sobre ele poemas, narrativas, epopeias, canções, delírios, tudo e mais alguma coisa, mas ninguém o sabe definir a não ser pela palavra pelo qual se conhece ou por aquilo que se sente e não se sabe explicar. Vagueia entre o mistério, entre o antagónico, confunde-se com tantas outras coisas e tantas outras coisas se confundem com ele, misturam-se e temperam o mesmo da mesma forma que o azedam e destroem. Todos o querem encontrar, mas é ele quem nos procura, porque quem o procura não encontra e quem o encontra tem dúvidas se o mesmo é aquilo que supostamente deveria ser. O amor carrega muitas vertentes, transforma os espíritos e altera os estados de alma, seja pela sua presença ou pela falta dela. É completo e incompleto, leva à felicidade ou à infelicidade, perfeito em momentos raros, imperfeito no restante tempo. Saber-se-á muito sobre o amor mas dificilmente saber-se-á o que realmente é, porque o amor é pessoal, é feito à medida de cada um, vestindo muitas formas e a percepção do mesmo nem sempre é clara e cristalina, porque se fosse não teria mistério, nem seria trágico e cómico como tantas vezes é. 

3 comentários:

GATA disse...

Eu não falo do que não conheço...

hierra disse...

O amor é e sempre será muito difícil de definir :)

S* disse...

Cada um tem a sua concepção do Amor.