quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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O tempo passa de forma aflitiva, correndo como um selvagem sem destino e nós esperamos, aguardamos por uma mudança, uma ocorrência, agarrados a uma esperança que diminui a cada dia que passa, projectando futuros que sabemos serem cada vez mais impossíveis. Não desistimos, mas é cada vez mais difícil continuar, manter a cabeça fora de água e sobretudo acreditar. A espera torna-nos amargos, mas pior que isso é o facto de não podermos mais alterar as coisas, não conseguirmos controlar uma parte do universo, dobra-lo ao nosso gosto, para, ao invés, ele rir-se na nossa cara, usar-nos como marionetas a seu belo prazer, construindo assim a tragicomédia  que acaba por ser a nossa vida. 

2 comentários:

Sairaf disse...

É como se estivesses dentro do meu pensamento, da minha vontade de mudança, da revolta de algo que não chega!!!
Parece que estás dentro de mim!!
Abraço doce e apertado
Sairaf

A Minha Essência disse...

Quando há consciência do que somos ou do que nos tornamos há duas opções: ou mudamos (para melhor), ou aceitamos o que somos e sabemos conviver com isso mesmo.