quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Do que somos e não somos

Aquilo que somos e não somos, dificilmente se resume numa ou meia dúzia de palavras. Por vezes queremos sintetizar a nossa essência, o nosso perfil, mas sempre que o tentamos fazer acabamos por produzir uma pálida imagem ou simplesmente uma imagem totalmente oposta. Da mesma forma podem os outros fazer-nos essa mesma caracterização, mas quando são eles sentimos quase sempre que não nos conhecem o suficiente e muito menos nos compreendem. Isto não quer dizer que não possamos por vezes ser caracterizados com uma única expressão, mas tal aplica-se somente a um momento, a uma situação específica e mesmo nessa podemos reagir de uma forma que totalmente inesperada, até para nós. No fundo aquilo que somos e não somos nunca será desvendado por completo, tanto em relação aos outros como a nós próprios. O grande problema dá-se quando uma única acção, positiva, negativa ou mesmo neutra, acaba por nos classificar para sempre, sem perspectiva de que a mesma foi um momento isolado, passando a ser uma continuidade aparente. 

2 comentários:

Margarida disse...

Há momentos que nos determinam. Para o bem e para o mal. Justa ou injustamente.

Beijo

GATA disse...

Eu sou "la loca"... e não me importo! :-)