domingo, 22 de dezembro de 2013

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Não sei o que pensar, muito menos o que dizer. Sinto-me envolto no querer sem saber o quê, misturado com aquilo que sei que quero mas não posso ter. Existem coisas que nunca terminam, que nunca mudam, ou se acontecem, acabam por ser sempre pelos piores motivos. A dúvida persiste sem nunca sair do pensamento, o qual, se perde em sonhos que estão cada vez mais longe da realidade, uma realidade que se adensa, ao mesmo tempo que corta e nos leva a desejar fugir apenas. 
O arco iniciou-se, atravessa-lo é sempre difícil porque nunca se sabe quais as consequências do mesmo ou as conclusões a que leva. Enfrenta-lo é inevitável, a forma como o fazemos é sempre dúbia, tal como o seu desfecho e a profundidade que as suas cicatrizes deixam reflectidas no nosso âmago nunca é pequena.  

2 comentários:

hierra disse...

O melhor é não perder muito tempo a pensar nisso e as cicatrizes curam:)

Utena Marques disse...

As marcas ficam mas o tempo?
Esse cura tudo