quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Do autoconhecimento



É bom conhecermo-nos a nós próprios mas quando temos demasiada consciência do que somos surgem mais dúvidas do que certezas, as quais operam dentro do nosso espírito a fim de destabiliza-lo sem nunca termos paz ao ponto do mesmo transformar-se numa massa indefinida e pouco concreta.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013



Muitas vezes observamos e julgamos ver, mas na verdade aquilo que vemos é apenas uma miragem, um paradigma ditado por um sem número de experiências e preconceitos. Ver o quadro todo não é para todos, e mesmo aqueles que o conseguem vislumbrar nem sempre têm forma de o fazer, falta-lhes inspiração, falta-lhes o golpe de asa, a atenção devida, aquele click inexplicável que se sente quando temos a certeza absoluta mas não a sabemos balbuciar num pensamento corrente. Os enganos surgem então, perante aqueles que não se deviam enganar, no âmago dos que era suposto saberem, mas a falha é algo persistente, é algo que anda de mãos dadas com a essência do próprio ser, em particular dos humanos, fazendo com que tudo o que temos por certo seja sempre algo instável e fugidio, ao passa que a incerteza é, essa sim, a condição permanente que vivemos durante a maior parte da nossa vida, embora raramente tenhamos consciência disso mesmo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Daquelas coisas #20



Dizem que nada é impossível, mas o possível nem sempre é como queremos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre algumas figuras que por vezes aparecem por aí!



Saber encarar a velhice tem a sua beleza. Tentar mascarar o que  não pode ser mascarado tem, tendencialmente, resultados pouco felizes.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O positivo

O positivo, o afirmativo, não aparecem do nada, não se geram por geração espontânea, nem somente pela força do pensamento. Precisam de um substrato, de uma faísca, uma fagulha ínfima que seja para lançar a explosão daquilo que se pode transformar em algo que nos anime, que nos faça erguer a cabeça para seguir em frente. Mas para muitos são como uma peça de vestuário, que se veste e despe, sendo que apenas esse gesto basta para alterar o que quer que seja, pelo menos na cabeça de quem não está num determinado cenário, num determinado ambiente, tempo e espaço encontrando assim solução fácil para o que, muitas vezes, tem resposta simples, mas é de difícil execução.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ser e não ver



Há quem se olhe ao espelho mas não veja o seu reflexo, vê antes uma miragem, algo que os sentidos dizem estar lá mas não está, pelo menos do modo como pensa ver. Espelhos todos usam por certo, mas muitos não os sabem usar, usam-nos apenas para ver o que querem ver e não para verem a realidade reflectida que é a sua, da qual fazem um julgamento pouco adequado, incerto e irrealista que usam para se gabar e cantar aos quatro ventos como se fossem senhores de toda a virtude, moral e qualidade. Depois quando lhes é apontada a realidade do que são, aquilo que olham acaba por ser uma imagem cinzenta, a negação e o conflito entre o ser o parecer, entre o que julgamento próprio e o julgamento público.