quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Conversas #10



Eu: [...] sim, eu quando tenho muitas moedas meto algumas dentro de uma lata que tenho lá para casa!
Ela (com o olhar entre o espantado e assustado): O meu marido faz o mesmo!!! Como é possível que vocês façam os dois a mesma coisa?! Isso deve ser coisa dos homens! Por isso nunca têm trocos!!
Eu (com cara de admirado): Então, é lógico! Não gosto de andar com a carteira cheia de moedas a fazer peso e com o bolsos a chocalhar, os trocos que se lixem, quando é preciso vai-se à lata!... marido esperto!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Constatação #63


Os Espanhóis lutam,
Os Portugueses cantam...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Do contra-cavalheirismo



Inspirado que fui por este post da Minha Essência sobre o cavalheirismo, penso que será importante dar outro ponto de vista acerca do assunto em causa. 
Assim sendo aqui ficam os contra-pontos aos pontos mencionandos:


-Num primeiro encontro, se o homem paga a conta pode ser acusado de machismo, de retrogrado, de conservador pela mulher, pelo que preferencialmente há dois caminhos, ou se foge do local com a desculpa do "vou ali ao WC" já venho, ou então usa-se aquele cartão de crédito já caducado e acusa-se o banco de incompetência.

- Dar passagem preferencial à mulher aquando a passagem de uma porta pode causar problemas, isto porque esta última pode pensar que ele lhe quer olhar para o traseiro. Por outro lado nunca se sabe o que está além da porta, pode ser um cão bravo, um assaltante em flagrante ou os avós em cuecas, pelo que é sempre melhor ser o homem a passar a porta primeiro a fim de averiguar a segurança e salubridade da divisão.

- A atenção a pequenos e insignificantes pormenores ou apontamentos pode levar à desconfiança por parte da mulher, já que é sabido que um homem tem fraca memória e como tal se ele vai tocar nalgum assunto assim para o esquecido é porque fez merda ou está para fazer, causando profunda desconfiança à mulher.

- Tomar a iniciativa de levar o que quer que a mulher tenha na mão é sempre um perigo, porque por vezes as mulheres têm as malas bem presas aos braços e não as largam por nada deste mundo e podem sempre usa-las como arma de arremesso, sem contar que muitas frequentam aulas de defesa pessoal podendo muito bem a acção acabar com algumas costelas partidas. Por outro lado um homem andar com mala de senhora fica mal, dá assim ares para o maricas. Se for outra coisa que pareça pesada pode-se correr o risco de por azar a coisa cair ao chão e ficar em pedaços despertando desse modo a ira feminina sobre a falta de cuidado masculina.

- Quando um homem demonstra demasiado interesse pelas coisas de uma mulher das duas uma, ou a quer levar para a cama ou a quer assaltar.

- Numa ida ao restaurante deixar sempre a mulher escolher as bebidas, porque de outra forma o excesso de álcool por fazer com que a refeição termine a meio com o homem sem calças e a gravata na cabeça a ser arrastado pelos empregados do restaurante para dentro do contentor do lixo do mesmo.

- Comprar um presente para uma mulher é uma carga de trabalhos, mas há um que nunca falha, joias! Depois é fazer uma joia aparecer no saco do aspirador para provar que é assim que as coisas desaparecem e mais tarde, sub-repticiamente, meter as joias no prego para se recuperar o investimento feito.

- Sempre que uma senhora use saltos ter o cuidado de levar um pé de cabra ou um arranca pregos. É conhecida a carga de trabalhos que dá retirar o salto preso da calçada portuguesa e que as mulheres sempre teimam em andar com tal calçado nesses pisos pouco próprios para o efeito.

- Numa repartição pública qualquer, ceder o colo para uma mulher se sentar. Ter apenas atenção se alguma idosa não está por perto para se aproveitar a fim de se atirar ao dito colo!

- Em qualquer lado que vão, nunca puxar a cadeira para que ela se sente, não vá puxar-se demasiado e a mulher dar um bate-cú no chão, e um rabo roxo é sempre inestético.

- Estão a sair do elevador, de um recinto qualquer, dar primazia que ela saia na frente, porque desse modo pode-se segui-la sem ela dar conta.

- Se os dois tiverem carta dar o volante a ela, a qual ficará radiante porque considerará que ele confia o suficientemente nela para a deixar conduzir, depois se houver azar, ela pagará a multa e o arranjo.

- Na hora de ir embora, demove-la de vestir o casaco, aliás, demove-la de vestir o que quer que seja.

- Nunca servir a refeição porque ao encher-se o prato ela pensará que ele a acha escanzelada, se colocar-se pouco ela pensará que ele a acha gorda. Além disso pode-se sempre salpicar a roupa e depois ela vai apresentar a conta da lavandaria para ele pagar.

- Num ambiente nocturno não ir buscar as bebidas. É sabido que as mulheres têm normalmente bar aberto e são servidas mais depressa, além do que, com a broa, pode-se cometer o erro de ir encher o copo à sanita.

Assim sendo, é preciso ver que há sempre pontos de vista diferentes sobre determinados assuntos!


 

A raiva



A raiva é uma reacção contra tudo e contra todos, a nosso favor mas que por vezes se revela em nosso desfavor. A raiva aparece para não nos deixar cair, para nos ajudar a levantar e abrir um caminho que pacificamente não se conseguiu trilhar. A raiva é o impulso agudo e rápido, grave e prolongado que nos leva a enfrentar sem pensar a não ser pensar apenas em reagir e derrubar o que nos incomoda e não nos deixa respirar. A raiva é essa confiança agreste, esse brilho louco que raia nos nossos olhos e nos torna activos, reactivos, impulsivos, por momentos superiores a tudo e todos. A raiva é o grito último que nos transforma em vencedores, que nos dá força e resistência, o derradeiro acto, a escolha final. A raiva pode ser um crescente, pode ser uma constante que explode num momento rápido e decisivo ou manter-se na sua calma aparente e faiscante. Mas a raiva também é a fonte do arrependimento, a origem do remorso, o acto impensado que se levou além do extremo a que se queria chegar. A raiva é algo que tentamos controlar, dominar, mas por vezes, sem ela, seria impossível viver, pensar ou respirar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ideias antecipadas



Fazer ideias antecipadas é uma tentação irresistível, mas que acaba por se transformar em algo amargo no momento e altura próprios. Contudo fazemo-lo, como que impelidos por esse desejo forte, o qual tentamos conscientemente controlar para inconscientemente alimenta-lo, originando-se assim um crise que nada de bom trás. A solução parece simples, é não pensar, é não tecer ideias, é arranjar outra coisa qualquer que distraia. Fosse fácil todos o fariam poupando-se assim a tantos amargos de boca, a tantas frustrações, mas quando o conseguimos fazer acaba-se por ficar com a sensação de vazio, de sabor pela metade, como se aquilo que é especial fosse normal, sem gosto ou nada que valha a pena recordar. Isto para não falar que mesmo sem pensar muito, nem tecer ideias a frustração acabe por se dar na mesma, nesse caso então sorvemo-la a seco, como algo inesperado e de alguma forma injusto.