sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ah e tal o Verão


Ah e tal que gosto é do Verão, que gosto é de calor, noites quentes, vento quente na cara. Gosto, e gosto mesmo. Sempre gostei e sempre vou gostar. E depois deste longo Inverno até já desesperava por um tempo assim, sem crise, como as restantes coisas da vida.
Mas, como tudo na vida tem um senão, as recentes mudanças bruscas de temperatura (caso não se recordam há pouco mais de uma semana estava frio e chovia),  fizeram ao início germinar em mim uma pequena dor de garganta. Depois veio o calor e pensei que a dor de garganta ia embora. Mas não. Não foi. Agravou-se e passou a constipação, de vias respiratórias entupidas, enfim, todos os sintomas típicos de uma porcaria de uma constipação. Agora a dificuldade é ter de beber coisas quentes à noite, porque está calor e entre um chá quente de limão e um gelado a escolha é difícil sendo a tentação grande. E depois gosto eu do Verão, do calor, pois gosto, mas se é para apanhar constipações gosto mais do Inverno, oh se gosto!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Do orgulho nacional


A questão do orgulho nacional tem muito que se lhe diga. Perguntado a alguém se sente orgulho no país que tem praticamente ninguém terá a coragem de dizer que não, poderá falar mal de tudo e mais alguma coisa, mas levantando o sentido patriótico ninguém o rejeitará. Contudo é complicado dizer que há um orgulho nacional, sobretudo um orgulho no povo português, porque olhando para o lado vemos sempre bastantes maus exemplos para conseguirmos dizer sem pensar que sim, que temos muito orgulho no nosso povo e por extensão, no nosso país. Mais curioso é que quando alguém que não seja português diz mal de nós levantamo-nos em fúria, mostramos os dentes e ai de quem mantiver o discurso porque a coisa é bem capaz de lhe correr mal. Depois há também aquela ideia do cada um por si, numa clara mostra de total desunião e do salve-se quem puder que também nos caracteriza tão bem. Aplaude-se quem atinge, não interessa como, mas que atinge, aplaude-se, inveja-se e fala-se mal, mas depois surge a frase peregrina do "se fosses tu fazias o mesmo" e surge o silêncio comprometedor. Talvez a razão dessa falta de orgulho, ou da sua manifestação silenciosa no dia-a-dia derive disso mesmo, de sermos demasiados conscientes dos nossos próprios defeitos, das nossa imperfeições, tanto em cada um como num todo em geral do que resulta uma visão algo contraditória que anula qualquer erupção de orgulho, porque se temos os melhores, também temos os piores, se somos um grande pais, certo é que também não o somos e a culpa? A culpa será mais de uns do que de outros, mas culpa, de alguma maneira todos a temos mesmo no grau mais ínfimo e inesperado da mesma.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Conjugações


Há coisas que se conjugam e outras que não se conjugam. Há coisas que parecem conjugar-se ao início mas só depois é que se percebe que não se conjugam. Há coisas que se acabam por conjugar mas só depois de muitas atribulações e dificuldades. Há coisas que nasceram para serem conjugadas e outras que nasceram para nunca se conjugarem. Há coisas que nunca se imaginou conjugar e tantas mais com as quais se sonha em conjugar. Há coisas que se conjugam contra tudo e contra todos, outras que somente se conjugam devido a vontades externas à própria conjugação. Há conjugações impossíveis, mas mais ainda  conjugações possíveis que se pensam ser impossíveis e outras impossíveis que por um golpe de mágica se podem tornar possíveis. Há conjugações que vão além do que se está à espera e outras que são muito menos do que alguma vez se imaginou. Há conjugações para vida e conjugações efémeras, algumas ficam na memória para sempre e outras não se voltam a lembrar. Há conjugações que nunca se tiveram e outras tantas que se tiveram mas que se preferiam nunca ter tido. Há conjugações que se conjugam e há conjugações que nunca foram conjugadas nem podem ser conjugadas por muito que desejemos. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Constatação #69


Se nos pusermos a pensar em coisas ruins, elas acabam por acontecer.
Se nos pusermos a pensar em coisas boas, elas raramente ou nunca acontecem.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Coisas dos tempos #3


O antigamente tinha muitas coisas más ou menos boas. Havia mais falso moralismo (se bem que hoje também haja às bandejas), menos liberdade em termos sociais e muito recorrentemente nascia-se, vivia-se e morria-se no mesmo sítio sem se conhecer o mundo ou a expressão humana em todo o seu esplendor em termos de cultura. Contudo havia algo que hoje falta. Fibra. E essa fibra era com um certo tipo de barbarismo anti-civilizacional, que colocava de lado as normas jurídicas mas não as normas sociais que se entendiam como fundamentais e acima de qualquer outra coisa. Desse modo uma ofensa, a defesa da honra era feita ali, de punhos arregaçados, entre murros e pontapés, tiros e facadas, pauladas e chapadas até que uma das partes cedesse, caísse ou pedisse desculpa. O problema ficava sanado e ficava o sinal que se voltasse a haver semelhante acontecimento garantidamente o desfecho seria esse, ou então passar uma vergonha que nos condenaria publicamente para o resto da vida. Hoje em dia não é assim. Por um lado ainda bem, mas por outro, nas coisas mais minúsculas deveria ser. Hoje ameaça-se, apela-se à justiça, sabendo quem anda bem guardado e tem os bolsos fundos que terá sempre vantagem contra quem nada tem a não ser a razão, a verdade e a raiva. De alguma forma hoje apela-se ao que dantes era tido por covardia e quem o faz esconde-se por baixo da lei considerando que dessa forma não está a fugir, que está a ir à luta, mas o certo é que só vai à luta porque pode, porque tem meios para tal e dá chapadas de 1300 euros achando-se que o maior do recreio, o vencedor no ringue. É certo que a luta é uma coisa feia de se ver, que ninguém tolera o excessos dos bully's, mas de alguma forma inventou-se outra forma de bullying, aquele que se joga no xadrez da lei, onde as forças são desiguais à partida, onde o pé de igualdade jamais será alcançado, e se dantes havia sempre um vencedor e um vencido, o vencido seria vencedor se conseguisse mostrar somente coragem perante o a força bruta do outro, se não recuasse ou escondesse, se não pedisse ajuda e enfrentasse de peito aberto tudo o que o outro tinha para dar. Agora invertem-se os papéis, e aqueles que são fuinhas, os que usavam os irmãos mais velhos ou a batota parecem sair vencedores e os caídos ficam mesmo caídos sem hipótese de revidar na mesma moeda, mas ainda assim vencedores no plano moral mesmo que a lei diga o contrário. Nestas e noutras coisas fazia falta essa fibra dos velhos tempos, essa fibra que era uma vigia implacável entre a sociedade, que ditava que para uma acção haveria uma recção igual ao invés temos estas mariquices que alguns olham como a melhor coisa jamais inventada porque nunca tiveram fibra para serem homens e serão para sempre os eternos covardes que aos ombros dos capangas continuam de peito cheio a vociferar tudo o que querem, a esquecerem-se que um dia poderão cair desse pedestal e depois terão de enfrentar tudo aquilo que nunca enfrentaram na vida, por covardia e sobretudo por manhosice. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

...


Há momentos em que se vai sem se saber bem para onde. Pensa-se no fim, no quando acabará ou como acabará mas segue-se porque não se pode recuar. Durante o percurso altera-se o paradigma, muda atitude, mas deseja-se encontrar algo, que algo surja do nada, algo que não sabemos o que é, mas que gostaríamos que acontecesse apenas para nos fazer acreditar que há mais do que uma linha recta que se percorre, que não interessa continuar ou chegar sequer, mas sim parar pelo caminho, dar três voltas sobre nós e descobrir a paisagem em volta, sentir o ar fresco na cara e ficar ali, por momentos, sem pensar em mais nada, sem pressa em chegar ou ir. Mas quanto mais pensamos nisso, mais direito se torna o caminho, mais monótona se torna a paisagem e mais depressa queremos avançar, tão depressa que não conseguimos ver nada, não conseguimos saborear nada, porque nada há para ver ou saborear, sendo que a única coisa em que pensamos é ver o que está além, na esperança, sempre na esperança, de que o tal algo possa surgir, nos possa assaltar, mas ao fim ao cabo, se algo haverá certamente passamos por isso a fugir, sem ver, sem sentir pela pressa que temos ou pelo má sorte que nos assombra.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Da solidão #2


A solidão começa e acaba no pensar. No pensar sobre aquilo que não se tem, naquilo que nunca se teve ou no que se teve e perdeu. No pensar que nunca se terá, no que não poderá vir a ser ou no que jamais será. A solidão alimenta-se do sonho, do sonho que apenas se pode sonhar, longe de qualquer realidade concreta e definida, distante de tudo o que são os outros, perto, demasiado perto daquilo que somos nós. A solidão não se esquece ainda que por vezes pareça ter sido esquecida, reencontra-nos quando da mesma parecemos andar fugidos, rodeia-nos sem nos dar tréguas, porque dificilmente nos conseguimos dela esconder e facilmente somos capturados novamente. A solidão pensa-se, pensa-se quando olhamos e vemos o que há à nossa volta, pensa-se quando baixamos a cabeça e vemos apenas a nossa sombra e o suspiro que exalamos mais não é que a nossa respiração. A solidão pensa-se mas não se imagina, porque está-nos cravada no pensamento e somente quando deixarmos de pensar na mesma é que nos podemos da mesma libertar.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sim é verdade


Sim é verdade. É verdade que gostaríamos de dizer mais do que podemos, que gostaríamos de viver de outra forma se o formato que temos não nos dá o suficiente. Sim é verdade que muitas vezes buscamos o impossível mesmo sabendo que o impossível é por si só impossível, mas isso é a nossa desculpa, a desculpa para lutar numa luta em que somos sempre perdedores, o que serve muitas vezes de justificação à nossa má sorte. Sim é verdade que gostamos do que não devemos, que tecemos más avaliações baseados em estereótipos e não na realidade concreta, que olhamos para a frente e para trás e nada vemos a não ser o nosso ego. Sim é verdade que somos tantas vezes maus, apenas por maldade e não por uma razão qualquer que usamos para o justificar. Sim é verdade que nem sempre dizemos a verdade, que a mentira acaba por ser dita de forma directa e em entrelinhas ou  de forma omissa, por uma razão que sentimos mas não sabemos proferir. Sim é verdade que podemos ser tudo, podemos não ser nada, podemos ir além ou não sair do mesmo sítio, mas a verdade é que seremos sempre iguais a nós próprios e desse modo nunca seremos uma verdade única e absoluta, mas várias, iguais, desiguais, num tempo ou no outro, conjugadas ou em separado, construídas e destruídas, afirmadas ou escondidas, desde que nascemos até que morremos. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

No meio


Há dias em que estamos lá em cima, outros em que estamos lá em baixo, mas na maioria estamos no meio, no estado normal, contudo, estar em estado neutral parece-nos sempre saber a pouco, pelo que estar sem ser no máximo que podemos acaba por ter um gosto a insonso, como se algo faltasse e desse modo acabamos por catalogar o normal como mau o que será, talvez, dos piores erros que podemos cometer e do qual muitas vezes acabamos por nos arrepender.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Do medo e da vergonha


Só perdemos o medo e a vergonha, quando, por medo e vergonha, em somatório ou em separado, perdemos ou deixamos de fazer algo que gostaríamos de ter ou fazer. Depois de tal ter acontecido é que ganhamos garra, é que abrimos os olhos e nos revoltamos contra nós próprios, porque quando se perde fica-se com a ideia que já nada se tem a perder novamente e por isso não se pensa em arriscar, pensa-se antes em fazer e pronto. No entanto isto do arriscar ou não, isto de enfrentar os medos e ultrapassar a vergonha que nos asfixiam os movimentos, a língua e as decisões são um peso que carregamos, mesmo que mais tarde possam ser justificados como a nossa defesa contra o mundo, contra problemas maiores, contra o possível remorso e disparate, acaba sempre por ser algo que se ultrapassa, mas somente num momento, num único momento, quando nos erguemos da sombra da culpa por nos termos acobardado, quando recuamos e perante essa memória fresca lançamos o grito da revolta. Mas o problema é que tal grito, quando é vociferado acaba por se perder num deserto de oportunidades, no meio de um nada sem por isso ter aproveitamento e depois, com o passar do tempo, a memória desvanece-se, a força recua e perante uma situação inusitada não sabemos reagir e volta o medo, volta a vergonha, volta a cobardia e a falta de atitude para saber desatar os nós e atingir a vitória.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Coisas dos tempos #2


Dada a conjuctura actual do país, é curioso ver cada vez à frente das fileiras da indignação não os tradicionais actores, mas sim velhotes. Isto porque de há cinquenta anos para cá, no que diz respeito a manifestações e revoltas populares, as posições cimeiras foram quase sempre ocupadas por jovens, os quais pelas mais diversas razões, mas sobretudo por serem o futuro e terem a força e fibra própria da idade, criaram praticamente um monopólio no que diz respeito à contestação popular, sobretudo em relação ao poder e aos poderes instalados. Se bem que ainda hoje tal ocorre e com a mesma dinâmica, também é verdade que agora esses novos actores, que antes eram praticamente invisíveis nesse tipo de postura estejam, por força das circunstâncias, a construir o seu espaço e em alguns casos a superem até quem está na força da idade, nomeadamente no que diz respeito ao sarcasmo e ironia nas palavras de ordem usadas e nas críticas efectuadas, não tendo qualquer pejo em chamar os bois pelos nomes em formas que são muitas vezes originais. Desconfio que nos tempos próximos ainda vamos assistir a velhotes a tomarem posturas de protesto mais radicais, quiçá, dando uma renovação às típicas formas de luta. Depois os políticos, principais visados, gostam muito de se fazer rodear por velhotes, julgando que estes são pacíficos, educados ou sofrem todos de alguma doença muscular ou de alzheimer's, mas esquecem que a vida longa os enrijeceu e que o veneno esse só se tornou mais denso, pelo que estão sujeitos a terem alguns amargos de boca perante aquilo que pensam ser figuras patéticas, inertes e a caminho do cemitério. E pelo andar das coisas, com os ânimos a ficarem cada vez mais exaltados, se antes houve uma revolução dos cravos, qualquer dia temos uma revolução das geriátrica, e em vez das tradicionais pedras da calçada vão andar no ar bengalas, arrastadeiras e dentaduras!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Do que fazemos #2


Existem coisas que gostaríamos de fazer. Mas existem razões para não as fazermos. Razões essas que nos são intrínsecas, mas tal não implica que por vezes não tentamos combater as barreiras que nos impedem de o fazer. Entre a vontade e o fazer há uma grande distância, distância essa que aos olhos dos outros parece pequena, mas para nós parece enorme e por muita vontade que possa haver para a superar, o certo é que nem sempre tentamos faze-lo, simplesmente porque tal seria deixarmos de ser quem somos e sobretudo o que somos, muito embora há sempre quem diga que tudo pode ser ultrapassado, inclusive a nossa própria natureza, mas quem afirma tal sobre algo concreto é sempre alguém que não precisa de ultrapassar distâncias, é sempre alguém para quem o difícil e até o impossível é feito com a maior das facilidades, sendo que aos seus olhos tudo o que vêem é simplicidade e naturalidade, situação que não ocorre em nós, sendo que o único ponto positivo é que, dado o esforço maior que temos de fazer, maior será também a recompensa ou o valor que podemos ganhar. Contudo nem sempre abraçamos o que para nós é impossível ou difícil, por muita vontade e perseverança que se coloque no assunto, porque tal nem sempre significa que podemos sair vencedores e talvez seja por isso que tantas vezes não o fazemos, não pelo medo de perder, mas sim pelo medo de desperdiçar o esforço no que está para lá daquilo que somos ou do que podemos ser.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dos sonhos #4


Os sonhos também se sonham, porque sonhar os próprios sonhos remete-nos para o tempo em que os mesmos eram construídos, edificados e bastava sonhar para que os mesmos parecessem realidade, ali, à nossa frente, palpáveis, o que nos deixava um brilho nos olhos, resplandecentes, desejosos pelo amanhã, contentes com um agora que é no momento passado algo longínquo. Talvez por isso, no futuro que é hoje nos deixamos encantar, ao sonharmos com aquilo que sonhámos, fazer viver na confusão das nossas ideias histórias que nunca se viveu, mas com as quais se sonhou num tempo e espaço definido. Sonhos esses que valiam por si só, que valiam mais do que alguma vez poderíamos supor. Sonhos inocentes, projectados pela nossa esperança incandescente para a qual não havia barreiras, que nos faziam grandes, gigantes até, capazes de tudo, num mundo que era nosso e só nosso para descobrir e conquistar. É verdade que no hoje ainda se fabricam novos sonhos, mas não têm a candura ou a força que tinham aqueles que num momento específico do passado costuramos nas chamas do nosso âmago, que pareciam labaredas vivas a contorcerem-se à nossa frente e por isso ficaram cravadas na nossa mente, na nossa história, para servirem como agora servem, apenas e só, para lembrar e sonhar com aquilo que se sonhava, pelo prazer que tal dava, pela realidade virtual aos nossos olhos que os mesmos teciam, pela esperança da qual transbordavam e alimentavam. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Constatação #68


Aquilo que muitos chamam de desistir outros afirmam ser encarar os factos.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Do amor #6


O amor não deixa de ser algo contra-natura. Não é algo natural, ainda que muitos afirmem que seja. Não precisamos do amor para sobreviver e propagar a espécie, no entanto pode-se dizer que com amor é melhor tanto num campo como no outro. Mas ao fim ao cabo não nos falta enquanto criaturas biológicas que somos, enquanto os animais que somos embora teimemos em dizer que somos algo mais. Depois o amor pode dar muitas voltas, pode ter muitos efeitos, provocando as maiores alegrias ao mesmo tempo que também pode provocar as piores infelicidades, sem contar com a angústia que muitos sentem por não o sentir ou as incertezas que o mesmo provoca mais do que certezas. Ainda assim, por mais que possamos fazer este exercício mental, de negar a utilidade do amor, sabemos e sentimos a sua importância, seja útil ou não, faça-nos mal ou bem, ele ultrapassa tudo e pode provocar tudo. Tantas vezes queremos nega-lo, mas o que queríamos mesmo era senti-lo em toda a sua plenitude, sendo que tal só pode ser conseguido num alinhamento perfeito e singular, mas no universo tais acontecimentos são raros, ainda que prováveis, bastando para tal estar no sítio certo à hora certa, o que, para alguns, raramente acontece, embora todos os outros acreditem que aconteça porque para eles o amor é a coisa mais natural do mundo e por isso terá sempre de acontecer, resta saber se acontecerá realmente ou nos moldes em que é imaginado ou sonhado.