sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Da mudança da realidade


Há um momento em que a realidade se torna diferente. Não é um momento pensado à priori, é apenas um facto consumado do qual se toma consciência a dada altura. O modo como pensamos, como encaramos as coisas altera-se quando confrontado com a memória de um tempo passado, que tanto pode ser longínquo como recente. A dificuldade maior é, nesses primeiros instantes, tentar digerir e discernir o que isso significa. E então olhamo-nos, uma e várias vezes, tentando perceber o que aconteceu, o porquê, se é que há porquê, o que somos, se somos ou ainda somos. Nesse momento buscamo-nos a nós mesmos, mas o problema é que já antes procurávamos sabe-lo, e agora, com a alteração a que fomos sujeitos de forma natural, baralharam-se novamente as cartas parecendo que tudo o que antes tínhamos por certo ficou em causa, porque olha-se para tudo com outros olhos, com outra visão, como se vislumbrássemos um novo começo que ainda assim sabe apenas e só a uma continuidade modificada.   

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Constatação #73

Sofrer é mau.
Sofrer por algo concreto é muito mau.
Sofrer por algo não concreto é pior ainda.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

(Re)começo

O começo é sempre difícil. E o recomeço mais difícil ainda. É entrar sem vontade. É sair sem querer. Começar é difícil, a vontade é a possível, o empenho o necessário e suspira-se, suspira-se não pelo antes mas sim pelo que não se sabe, pelo que se queria no campo das possibilidades impossíveis. Dir-se-ia que tudo tem um tempo, tudo tem um fim e um início, que somos cegos porque nunca aproveitamos ao máximo aquilo que poderia ser aproveitado e vivido. Mas só nos lembramos disso no depois, no fim, quando reparamos que o tempo passou depressa, depressa demais e resta-nos esperar que melhores dias virão, ainda que a esperança não abunde e muito menos a capacidade para nos deixarmos iludir. O começo é sempre difícil, fácil seria se encontrássemos um modo de viver em linha recta, sem intervalos ou vírgulas, mas sobretudo, sem nada que nos colocasse a pensar sobre essa coisa indistinta que é a vida. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Férias


E porque novas rotinas se avizinham, e outras ficam por agora suspensas, eis que entro de férias, sem grandes espectativas a curto prazo, a não ser, talvez, usufruir de uns dias de Sol na praia, ouvir o bater das ondas e ficar ali, naquele marasmo, onde o tempo parece parar e parte dos problemas irem para a gaveta do esquecimento ao sabor da brisa marítima. Daí, até à minha volta, fica o blog, por agora encerrado.