terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Bom Ano Novo

Inevitavelmente fazem-se juízos e olha-se para frente, mesmo sem o admitir, sempre com alguma esperança. Tal deveria ser feito de modo continuo e não numa data específica, mas de alguma forma pensa-se que um esforço concentrado num ponto bem definido pode ser mais. Há muito de superstição em tudo isto, mas por outro lado a sabedoria também está presente, como que a contrabalançar, porque a psicologia humana é assim mesmo, um misto de opostos, onde para tudo há uma razão ao mesmo tempo que a falta da mesma.

Posto isto, resta-me apenas desejar um bom ano novo.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal

Apenas e só para desejar Bom Natal, assim, sem corantes nem conservantes!

domingo, 22 de dezembro de 2013

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Não sei o que pensar, muito menos o que dizer. Sinto-me envolto no querer sem saber o quê, misturado com aquilo que sei que quero mas não posso ter. Existem coisas que nunca terminam, que nunca mudam, ou se acontecem, acabam por ser sempre pelos piores motivos. A dúvida persiste sem nunca sair do pensamento, o qual, se perde em sonhos que estão cada vez mais longe da realidade, uma realidade que se adensa, ao mesmo tempo que corta e nos leva a desejar fugir apenas. 
O arco iniciou-se, atravessa-lo é sempre difícil porque nunca se sabe quais as consequências do mesmo ou as conclusões a que leva. Enfrenta-lo é inevitável, a forma como o fazemos é sempre dúbia, tal como o seu desfecho e a profundidade que as suas cicatrizes deixam reflectidas no nosso âmago nunca é pequena.  

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Constatação #78

Somos sempre a primeira e única versão de nós mesmos. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

É Natal...lá lá lá

Chega-se a esta época próxima do Natal, e ainda que haja crise, os centros comerciais estão completamente cheios. É certo que se compra menos, muito menos. É certo que muita gente está ali a fazer contas à vida, a tentar distrair-se, resistindo ao impulsos consumistas que toda a publicidade e espírito da época provocam. Na verdade quem resiste são os seus bolsos, vazios, ou pouco cheios, o que em muitos casos faz denotar a expressão de tristeza, de cansaço, em rostos e faces cada vez mais deprimidos. Tal contrasta com os rostos anteriores, de há uns anos atrás, onde se via uma mistura de egoísmo e vaidade. Ainda assim reparei em algo estranho, na feira de vaidades que se tornaram os nossos espaços comerciais, há quem olhe ainda para o que os outros compram, a qualidade, a quantidade e distinguem-se dois tipos de criaturas, as que compram o que podem e olham com inveja para aquelas que compram mais e melhor, e as outras, que compram muito, fazendo questão de olhar todos os outros de cima para baixo como que a fazer notar a falta de meios destes últimos. Parece-me por isso que o Natal, com crise ou sem crise, continua igualmente a ser a época que demonstra o quanto somos desiguais uns dos outros.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

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Há sempre aquilo que nos diferencia dos outros, pequenas coisas, grandes coisas, coisas só nossas, coisas que todos fazemos e não fazemos, mas que, diferem daquilo que os outros fazem ou pensam. Por norma não é fácil ser quando estamos em contra-maré, mesmo que apenas porque sim, porque não sabemos ser de outra forma e muito menos justifica-lo. Acabamos por tecer a nossa própria razão pela diferença, da mesma forma que os outros nos olham com reserva por essa mesma razão. Os problemas começam a ocorrer quando, algo que para nós não tem discussão, acaba por servir para nos sintetizar, sendo tal apenas uma parte e nunca o todo. Achamos então que nos temos de justificar de alguma forma, mas não o conseguimos fazer, porque isso é intrínseco a nós mesmos. No fundo aquilo só temos de ser nós mesmos, nunca outra coisa qualquer, há quem aceite e quem não aceite, mas pior que isso é a presunção de quem nos olha e entende tal com a desconfiança, de que tal não será verdade e é apenas um fingimento para justificar outra coisa qualquer. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Diferenças entre homens e mulheres #24

Se um homem arrisca é um bruto, se não arrisca é um manso.

Se uma mulher arrisca é uma oferecida, se não arrisca é uma sonsa.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Do aprender

Existem coisas que ninguém te vai ensinar, serás tu que terás de aprender. Como? Com o desenrolar da situação e do tempo. O problema dá-se quando pensas que não consegues aprender, isto depois de várias tentativas falhadas. Depois começarás a ouvir os gurus, supostamente entendidos em todos os assuntos, mas eles no fundo só percebem do seu próprio assunto ou só sabem vender aquilo que julgam saber muito bem. E deparas-te novamente contigo, a tentar perceber-te, a tentar conhecer-te a ti próprio, mas ainda assim sem conseguir aprender, culpar-te-ás pela incapacidade que te leva a lugar nenhum. Talvez não baste aprender, talvez seja necessário algo mais, algo que não depende só de ti, ou depende e não sabes o que é. No fundo há coisas que ninguém te vai ensinar mas muitas mais que nunca vais conseguir aprender, mas isso não implica que deixes de tentar, mesmo que tal te provoque uma constante agonia. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Da ousadia

Sentimo-nos tentados a ousar, a fazer o que nunca fizemos. Seria fácil se nunca o tivéssemos feito apenas e só por acaso. Mas não. Há aquilo que não fazemos pela simples razão de não nos vermos a fazer tal, porque não estamos predispostos para tal, mesmo que o desejássemos. Faltará a coragem, a confiança ou a capacidade? Talvez nenhuma das três. Talvez o que falte seja apenas e só ser outra pessoa, ter outra pele, outro substracto, outra personalidade. Explicar aquilo que não se faz é por vezes tão ou mais difícil do que explicar aquilo que se faz ou fez, porque tal é intrínseco a nós próprios, porque não estamos confortáveis para o fazer, o motivo? Todos e nenhum, apenas e só pelo facto de sermos quem somos. Nos outros nasce a desconfiança, a qual se espelha em nós e nos corrói, porque também ficamos a pensar no porquê daquilo que somos, no porquê de nós próprios, quem somos, o que somos, o que queremos. As perguntas escrevem-se facilmente, as respostas essas, sempre tardam e quiçá, jamais serão respondidas. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Instante

As ideias por vezes assaltam-nos, assim, de repente, sem que haja tempo para as conseguir apanhar no seu todo, apenas o suficiente para lhes vermos o rasto e ficarmos na dúvida, a especular, a tentar montar fazer ferver a memória no sentido de remontar o máximo que conseguimos da mesma. Algumas coisas têm de ser apanhadas no momento imediato, antes de podermos sequer apreciar a sua beleza, porque se o fazemos deixamos escapar algo que certamente nunca mais voltamos a encontrar. Isto é válido para o pensamento, para as ideias, como também para tantas outras coisas. Contudo, por vezes quando apanhamos antes de tudo, acabamos por descobrir que aquilo que poderia ser nada é de facto, apenas um fogacho, que seria mais belo e sublime se o retivéssemos apenas, como algo que não se viu por completo, deixando transparecer apenas a ideia de que podia ser perfeito. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

...

Dizem que podemos sempre conseguir melhor, isto quando perdemos o pouco que temos. Pode ser apenas uma forma simpática de nos colocar a pensar que um fim pode também ser um princípio, o início de algo muito melhor do que jamais poderíamos atingir se, por ventura, continuássemos no caminho anterior. Ainda assim, raramente nos convencem, por muito optimistas que possamos ser nunca esperamos nada de melhor, quando muito, só a continuação do mesmo. Obviamente que cada um pode acreditar no que quer, mas acima de tudo é preciso ver para crer, porque quando se perde, uma vez que seja, tal marca-nos e digerir isso acaba sempre demorar tempo, mas mesmo assim, a experiência faz com que fiquemos de pé atrás em relação a tudo que pode eventualmente vir a ser, daí que dificilmente temos consciência ou o deleite de o apreciar ao início. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A incerteza da certeza

O pior de tudo é não se saber o que se quer. Como se fosse fácil alguém ter certezas. Como se fosse fácil alguém dizer à boca cheia que sabe exactamente o que quer e o que fazer para o conseguir. Como se fosse fácil saber qual o passo seguinte a tomar, qual a porta a abrir ou fechar. Tudo se resume ao e se…, depois nada tem duas opções, porque sempre que se toma uma decisão milhares de caminhos podem surgir e nunca se sabe qual deles seguir. Será que alguém consegue dizer que sabe? Duvido. Mas ainda assim, numa escala mais curta, é preciso saber minimamente, mas isso não torna nada mais fácil ou simples. Talvez por isso é sempre difícil saber o que se quer e se estranhe, sempre, quem apareça e diga que sabe.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Do exagero

Se exageras acusam-te imediatamente disso, porque o dizes e fazes de forma exagerada. Mesmo que esse exagero seja inocente, cortês ou simplesmente verdadeiro e não o sabes exprimir de outra forma, mais suave, mais simples, acusam-te. Mas o pior não é acusação, pior mesmo é que basta seres tido como exagerado, pareceres exagerado, para ninguém te levar à séria. Isto porque o exagero não é apanágio da verdade, é antes uma das características da falsidade, da paródia e da ironia. Como tal perdes muitas vezes aquilo que queres por exagerar, por esticar a corda, por tornares maior algo que ninguém acredita que possa ser assim definido. Mas ninguém se pergunta porque o fazes, porque só o consegues fazer assim, porque não encontras outra forma de te exprimir, porque vês as coisas dessa forma pouco credível. A resposta não é simples de encontrar, porque quem exagera sabe à partida que vai perder, porque fica sem defesas, porque tem de argumentar o porquê. Mas esse porquê pode ser muito simples, talvez o exagero seja tão só verdadeiro, tão verdadeiro que dizer menos, fazer menos, seria, isso sim, censurar uma parte que interessa, seria esconder algo maior que se descobriu e não se divulgou, guardar um segredo que não se pode guardar, porque se o fizéssemos iríamos sofrer atrozmente devido à tormenta do remorso ou da simples pressão que tal nos pode fazer sentir. Mas dizer que se pode sofrer por não exagerar pode, ainda assim, ser igualmente um exagero.