segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dos conselhos

Há a tendência para darmos conselhos e darem-nos conselhos. Muitas vezes ficamos ofendidos quanto tal acontece, outras não sabemos o que fazer perante os mesmos, mas na maior parte pensamos que quem se oferece para tal ou não tem competência para o fazer ou, pura e simplesmente, não nos conhece o suficiente e está totalmente equivocado. Da mesma forma nós, em certas ocasiões, acabamos por fazer o mesmo. Umas vezes com a presunção de que sabemos o que se passa, outras apenas e só, numa tentativa vã de tentar fazer alguma coisa, ajudar ou reconfortar. Contudo, fácil é acusarem-nos de falta de compreensão, ou por franco desconhecimento da nossa parte ou porque a solução apontada não agrada, é difícil e pode até ser ofensiva, contrariando aquilo que a outra parte quer ouvir. Talvez por isso, no que toca a dar e receber conselhos, seja preciso uma grande capacidade de reconhecer a ocasião, tanto para quem dá como para quem recebe, sendo que pelo meio ficam enormes silêncios que levam à sensação de perda por um lado e de impotência por outro ou então, tudo o que resulta daí, seja igualmente a arrogância que achar que se sabe e o orgulho de não reconhecer alguma sabedoria altruísta. 

3 comentários:

Anónimo disse...

--- darmos

hierra disse...

Por isso mesmo, dou cada vez menos conselhos. Primeiro, as pessoas sabem tudo e quando vão falar com alguém, não querem conselhos, querem que lhes digam que estão certas...e se dizemosque não estão , é porque nos estamos a meter na vida delas!
Depois, responder aos pedidos de conselho tem dado a sensação aos outros que tb aceitou opiniões sem me perguntarem e não é verdade...

GATA disse...

Não dou Concelhos, dou - quanto muito - Juntas de Freguesia! :-)