quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

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Por momentos deixamos de sonhar. Deixamos de acreditar ou então sonhamos como escape por não acreditar. Mas ainda assim deixamos de sonhar, de sonhar com aquilo que pode ser real. Procuramos ao invés sonhar com o impossível, o totalmente possível. E porquê? Porque os sonhos tangíveis ou já os atingimos, ou então não os conseguimos atingir de todo. Por outro lado os sonhos mudam, tal como as vontades e a alguns acabam por perder a sua validade, o seu desígnio, toda a motivação que estava adjacente aos mesmos. Nesse momento mudamos a roupagem aos sonhos, os sonhos passam para um campo totalmente metafísico, longe de toda e qualquer realidade, para ocupar esse espaço deixado pelos outros, por aqueles que podiam ser úteis, porque deixar de sonhar não podemos, não conseguimos, então mais vale sonhar com alguma coisa, louca, imensa, para lá de, ao invés de deixar de sonhar de todo.

2 comentários:

GATA disse...

E hoje estou dada aos poemas... :-)

E lembrei-me do lindíssimo poema do António Gedeão, cantado pelo Manuel Freire, que diz:

"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança"

Utena Marques disse...

Já dizia quem dele tão bem escrevia... o sonho comanda a vida!