terça-feira, 11 de março de 2014

...


Existe sempre aquilo que não perde o sentido, é sempre actual, vivo, sem prazo de validade e de que nos deparamos com tal achamos que é original, ainda que à primeira vista soe a algo com que já nos deparamos no passado. Estas coisas parecem soar sempre a novo, mas de facto são apenas versões daquilo que já existe, que sempre existiu, vestidas com outras roupagens, ditas de outra forma, parecendo uma novidade que não é. Nós conhece-mo-las, mas nunca nos lembramos das mesmas, porque sempre as esquecemos, por não as conseguirmos assimilar, entender, toma-las como nossas e assim basta uns pequenos toques para olharmos para tal como uma grande descoberta. No fundo somos nós que perdemos o sentido, o prazo de validade e a originalidade e talvez por isso buscamos sempre algo novo, mas aquilo com que sempre nos deparamos é com um universo que é infinito mas ao nosso nível limitado e assim pensamos e fazemos aquilo que sempre fizemos, tentando daí inventar algo de novo, mas cuja raiz é, e sempre será, a mesma.

Sem comentários: