segunda-feira, 7 de abril de 2014

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Existe sempre aquilo que nos dá esperança, ainda que de modo efémero. Aquela imagem, aquelas luzes, aquele sorriso, aquela ténue hipótese, o sonho no qual nos perdemos por momentos. Existe sempre aquilo que nos dará esperança, por mais vezes que se repita, lugares comuns que funcionam como paliativos. O problema é que para que os mesmos surjam e façam efeito não podem ser pré-determinados, terão de acontecer por acaso, porque forçar é destruir a sua essência, é reconstruir de modo artificial aquilo que é natural. E na nossa aflição procuramos tantas vezes fazer acontecer externamente aquilo que só pode surgir no nosso interior, porque estar tempos e tempos sem sentir que há um caminho, uma ilusão, um futuro, faz cair sobre nós o desespero e a vontade de seguir por um atalho, porque no fundo a sorte é só uma questão de probabilidades.  

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