quinta-feira, 22 de maio de 2014

Resmungo

Não me apetece, resmungo, não me apetece, e o que me apetece, não sei, mas ao mesmo tempo sei, mas tal é impossível, tal é um sonho que cativa apenas por sonho ser e nada mais do que isso, nem matéria, nem realidade, nem nada. E continua a não me apetecer, a não ser dizer não, a não ser fugir para onde não me possam apanhar, fugir para os sonhos que me embalam para depois cair na realidade que me irrita, que me agrilhoa, mas também isso não me apetece, nem irritar-me, nem sentir-me preso, embora me sinta e resmungo. Resmungo continuamente, comigo, com os outros, com o que aparecer, sem nunca obter uma resposta, um caminho para seguir senão este, o qual não me apetece seguir nem alterar, porque o mesmo devia alterar-se por si próprio sem o meu querer, sem o querer dos outros, apenas devia e por isso resmungo, mas por vezes nem isso me apetece…

3 comentários:

hierra disse...

eu apetece-me mto resmungar mas tenho de me conter!

A Minha Essência disse...

Até o resmungar às tantas deixa de fazer sentido no meio desses turbilhões.

GATA disse...

Ui, eu resmungo imenso, mas baixinho, tipo Mutley... :-)