segunda-feira, 9 de junho de 2014

Arena

Há um momento em que se é vitorioso. Momento do qual se pode usufruir ou deixar passar para que o mesmo mais não seja que uma lembrança da qual pouco sabor se retira, a não ser o facto de se ter vencido. Vencer só não basta porque é preciso sentir a realização de se ter conseguido, de se ter alcançado algo pelo qual se lutou. De outra forma, havendo desfasamento, quando se sente a felicidade só por se imaginar que se vai vencer e não sentido nada quando se vence, apenas vai tirar todo e qualquer sentido à vitória que se alcançou, espremendo-se da mesma apenas um sabor agridoce, por se saber que o esforço não foi em vão mas mais do que isso não se retira. Talvez por isso algumas vitórias são lembradas mas não sentidas e desse modo, com o passar do tempo, acabamos por pensar que as mesmas não têm qualquer sentido ou fazem qualquer diferença e bem que gostaríamos que elas significassem mais do que significam, porque tal constituiria uma motivação extra para se lutar mais e sempre mais sem olhar para trás, sem receios, medos ou complicações de toda e qualquer espécie, neste ou em todos os cenários com que nos deparássemos.

2 comentários:

hierra disse...

O tempo e as circunstâncias vão esmorecendo os sentimentos em relação às coisas...muitas vezes lutamos por algo e lá chegados afinal não era assim tão importante ou as circunstâncias não se prestam a festejos ;)

GATA disse...

Eu esperei 10 anos por um momento de vitória. No dia esperado - desejado! -, a vitória teve um sabor amargo... Porque havia passado muito - demasiado! - tempo... E foi apenas meia vitória. E desconfio que terei que esperar 10 anos mais pela segunda parte. Se não morrer entretanto...