quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Da boa vontade

A boa vontade tem limites, mas há situações em que a mesma é posta em causa, em que apetece abandona-la e adoptar outra postura. Nomeadamente quando a boa vontade oferecida serve apenas para colmatar as falhas dos outros, a boa vida dos outros, o parecer bem dos outros. Nestes casos e noutros repensa-se, sendo que se começa a mostrar má vontade. Não se pense que quando se tem boa vontade se espere alguma contrapartida, não se espera, dá-se e pronto, mas quando os outros servem-se continuamente da mesma, abusam, não há volta a dar. Do dia para noite muda-se, alteram-se os vértices, mudam-se os trópicos e se ontem existia boa vontade, hoje a mesma deixou de existir e amanhã logo se verá. Posto isto creio que a boa vontade apenas dura se aqueles que dela beneficiem a souberem preservar e sobretudo respeitar, de outra forma dificilmente a voltam a ver.

5 comentários:

Suricate disse...

Bom dia!
Agora arrepiei-me, estas palavras acertam em cheio no cerne de uma questão que tem causado sérias reviravoltas na minha vida. É isto! Obrigada por escreveres, descrevendo de forma tão clara!de forma tão clara!

hierra disse...

Ámen! eu costumo dizer que, onde há alguém com boa vontade, há alguém para abusar da mesma. Sometimes life just sucks!

A Minha Essência disse...

Revejo-me em muitos pontos deste post. Oh, como me revejo... ;)

Inês disse...

É que é tal e tal assim. Gostei :)

GATA disse...

Há uma grande diferença entre ser-se bom e ser-se parvo, e eu detesto que me tomem e, sobretudo, me façam de parva - ponho logo as unhas de fora e desato à unhada até me cansar! Depois dizem que eu tenho mau feitio!