segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Do que se supera

Na maioria dos casos todos temos de enfrentar desafios, os quais tanto podem ser voluntários como impostos. Para os superar, sejam eles quais forem, há um esforço a ser feito, energia a despender e muita força de vontade para conseguir ultrapassa-los. Nem sempre tal acontece, tantas vezes somos postos à prova e acabamos por desistir, baixar os braços e seguir em frente. No entanto quando os conseguimos superar há um alívio, grande alegria, um crescer na auto-estima, a sensação de poder, de capacidade, do limpar o suor que não se desperdiçou, sendo que quando tal acontece há um certo vício que cresce em nós, e queremos aumentar a parada, prosseguir para mais alto, mais longe, para campos onde nunca estivemos ou sonhamos estar e sobretudo voltar a sentir o mesmo, mais e se possível, com maior intensidade. Contudo, há muitos desafios que conseguimos ultrapassar, mas tudo o que sobra no final é o alívio, nem alegria, nem felicidade, nem nenhuma outra sensação a não ser o descanso ou a promessa do mesmo, e muito menos vontade imediata de tentar subir o próximo degrau depois de se ter superado com dificuldade o anterior. Não, tudo o que fica é o suor e nada mais, nem vontade, nem poder, isto porque por vezes o desafio é de tal modo grande que mesmo ultrapassado desgastou-nos até ao tutano, ao ponto de quando superado ter ficado apenas e só o cansaço, sendo que a vontade que fica é a de não voltar a sentir o mesmo, o aperto, a angústia, o receio de não conseguir, foram demasiado grandes e aquilo que foi queremos que fique no passado e nada mais.

Sem comentários: