segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dos segredos

Todos temos os nossos segredos. Ideias, palavras, sussurros, desejos e aspirações que se encerram dentro da nossa mente; acções, tentações, coisas que vimos, que fizemos ou não fizemos, que sentimos, as quais nunca saíram do nosso domínio, do nosso espaço intimo porque nem sempre as sabemos explicar, compreender, racionalizar de algum modo que, até para nós, nos leve a compreende-las no seu conjunto, sejam eles inofensivos ou mortais. Ter segredos será normal, mas nem sempre é fácil lidar com eles, na medida que os mesmos explicariam muito do que nós somos, sendo por vezes aquela peça chave para esta ou aquela reacção, decisão, maneira de ser. E a razão por detrás dos mesmos nem sempre é inteligível, nem sempre é luminosa e deslumbrante, é antes sombria, densa, uma amálgama de muitas coisas mais, das quais não conseguimos tecer um fio que permita costurar algo em que nós possamos orgulhar, pelo contrário, na maior parte das vezes é antes algo que nos dá vergonha, receio, medo de mostrar. Por outro lado os nosso segredos são nosso tesouro, aquilo que só mostramos a quem queremos, a quem o merece e a dificuldade maior é encontrar esse outro, porque quase sempre suspeitamos, desconfiamos, e  não é qualquer é um que tem a capacidade nos compreender e sobretudo de guardar, assim como nós guardamos, um segredo, quanto muito discuti-lo.

1 comentário:

GATA disse...

Os meus segredos dignos do nome não os conto a ninguém, porque é-me difícil confiar.