quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dos gostos

Há uma tendência que temos de tentar justificar algo que gostamos, teorizando, fazendo inferências, dando referências, criando um conteúdo ou esgravatando um substrato, tudo para lastro a um fundamento que muitas vezes se resume a isso mesmo, somente gostar. Isto porque gostar só não serve, é preciso mais, é preciso percebermos o porquê, dar a entender a razão para o caso de nos perguntarem, ir ao âmago da questão ou então criar ou mesmo inventar o mesmo, quando este se resume a algo tão simples, que é somente gostar. Diz-se que nada é por acaso, no entanto o certo é que há muito que não consegue explicar, muito menos justificar e no que toca aos nossos gostos tanto maior é a essa dificuldade, nomeadamente quando algum gosto específico foge dos parâmetros a que estamos habituados para nós mesmos, ou então quando queremos transmitir esse gosto a outrem quando tal não sucede de forma espontânea como aconteceu connosco. 

2 comentários:

GATA disse...

Não justifico, nem tento sequer justificar, do que gosto - gosto e pronto! E quem não gosta, que vá... para o Uzbequistão!

A Minha Essência disse...

Há certas e determinadas coisas que não se explica, sente-se, somente. Dê-se as voltas que se der.