quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Do que somos capazes

Dificilmente conseguimos saber tudo aquilo de que somos capazes. Fácil no entanto é saber aquilo de que não somos capazes, porque para isso basta não fazer, basta não arriscar, tentar, ir além, procurar superar. Basta tão simplesmente ficar quieto num canto e imaginar, sonhar como poderia ter sido, sem por isso nunca ser. Mas ao tomar-se a atitude contrária, ao estarmos dispostos a arriscar, haverá sempre aquilo que nunca vai ocorrer, o tempo correcto, o local exacto, a pessoa certa, e claro, a nossa própria predisposição nesse momento único, a conjugação necessária para nos levar a fazer algo que nos supere, espantando-nos mais a nós do que os outros, porque só nós conseguimos medir aquilo que são as nossas vicissitudes ou a falta delas. E tanto que fica, ficará por saber, por cumprir, por alcançar, tanto que se perde em dúvidas, em falta de perspectivas, de inspiração, de momentos valiosos, péssimas percepções ou tão simplesmente por falta de pura sorte. Eis que a dúvida persiste, o “e se” que ecoa na nossa mente lado a lado com peso do que se perdeu para sempre, por falta de perspicácia, por inércia, medo, vontade ou tão simplesmente por estupidez.

4 comentários:

AC disse...

Por isso eu digo (e faço) que não devemos deixar nada por fazer que de forma pensada e consciente seja uma das nossas escolhas. Só temos esta vida, o que os outros pensam, ou o que vai parecer mal, ou o que fazemos apenas pelos outros e em função deles mata-nos o nosso viver.

:))

AC disse...

Por isso eu digo (e faço) que não devemos deixar nada por fazer que de forma pensada e consciente seja uma das nossas escolhas. Só temos esta vida, o que os outros pensam, ou o que vai parecer mal, ou o que fazemos apenas pelos outros e em função deles mata-nos o nosso viver.

:))

Esmeralda Martins disse...

Escrevi há pouco tempo sobre uma parte deste tema, o poder das decisões e o quanto isso nos deixa cegos, temporariamente, recheados de dúvidas, porque a pergunta fulcral do "e se" está sempre lá, para as decisões e para a falta delas.
E viver em pleno é como ser o único ser humano com um par de asas enquanto os restantes ainda rastejam...apesar disso, seria algo que adoraria experimentar mais vezes, uma vez que a cada oportunidade de viver em pleno, aceito-a. "E se" correr bem, melhor ainda!
Mimos ;)

GATA disse...

Bem, são mais as coisas de que não sou capaz do que as de que sou capaz...