quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Das palavras #6

Por vezes as palavras não saem. Não que estejam fechadas, antes estão soltas, balançando-se, movendo-se, correm e escapam, chocam umas contra as outras, descarrilam para parte nenhuma, mas mantém-se activas, barulhentas, radioactivas, energéticas, perenes e escorregadias. Mas todo esse turbilhão, toda essa agitação não significa que as mesmas sejam leves e ocas, são antes pesadas e densas, bloqueando-se umas às outras ao mesmo tempo que circulando mais rápido do que alguém as consiga apanhar. Por vezes a palavras não saem, não que estejam presas, mas a nós impedem-nos de conseguir fazer, respirar e explicar muita coisa.

3 comentários:

Utena Marques disse...

Tantas vezes

GATA disse...

Por vezes o melhor é mesmo ficar calado...

Stresseacidade disse...

O eterno poder da palavra...