terça-feira, 21 de abril de 2015

Do futuro

E à frente o que há? Talvez tudo, mas mais provavelmente nada, ou pior, mais do mesmo, o que se resume a coisa nenhuma, ao estado actual, aquele de onde se olha para o futuro suspirando-se por algo de novo, por algo melhor, ou pelo menos para que nada piore. Devido a isso percebe-se que o pouco que se tem é alguma coisa, ainda que não nos complete, não nos satisfaça, restando então a decisão de ficar com assim ou desejar mais, sob pena de se perder o esse pouco na tentativa difícil de se alcançar tudo. Então adia-se a decisão para o futuro, na tentativa deste proporcionar melhores hipóteses, melhores condições e até, tendo esperança que tudo aconteça sem que o esforço parta de nós. Até lá no entanto sonha-se, suspira-se, para que o momento chegue, ao mesmo tempo que se duvida que algo caia dos céus, luta-se para não se cair em angústia, para encontrar soluções que nunca se vão concretizar, espera-se e desespera-se, deseja-se o futuro, ao mesmo tempo que se abomina o mesmo, aspirando-se para sair do seu domínio e por conseguinte das suas incertezas. 

1 comentário:

GATA disse...

E à frente o que há? Tudo. Ou... Nada. Depende quando se olhe para trás.