quinta-feira, 25 de junho de 2015

Da espera

A espera é tortuosa, como sempre foi e sempre será. Mas esperar por esperar, esperar ficando apenas à espera, não havendo nada pelo que esperar, ainda que pensemos que de tudo se está à espera, ultrapassa todos os limites que possamos ter, sejam eles de que cariz for. À espera perde-se tempo, o tempo que temos, o que não temos, o tempo que deveríamos estar a aproveitar e não conseguimos, esperando que a dada altura o mesmo ainda esteja válido para utilizar. Como tal, dizemos a nós mesmos que é uma idiotice ficar assim, à espera, mas quando não podemos fazer mais nada do que esperar, quando não vemos outra solução senão dar tempo ao tempo, aguardar melhores dias, não temos outro remédio senão esperar. E como nos custa. Já nos custa quando algo em concreto está para acontecer, mas aí, cedo ou tarde vai acontecer, pelo que o fim dessa etapa existe, agora quando nada há, desespera-se, agoniza-se, no fim, espera-se que a própria espera venha a acabar, de que modo? Não se sabe e como tal continua-se a esperar…

2 comentários:

hierra disse...

Eu dou um sábio conselho que naõ consigo por em prática totalmente que é viver o hoje e esquecer o amanhã, perder a ansiedade e viver o aqui e o agora, o que está para vir seguramente virá e ansiedade só gera mais ansiedade...agora vou ler este comentário 3 X e tentar que ele me entre na cabeça...

GATA disse...

Eu cito o António Variações de digo para mim mesma: "Tu continuas à espera / Do melhor que já não vem / E a esperança foi encontrada / Antes de ti por alguém..."